Coimbra

O que esperar do tempo nas próximas horas para Coimbra?

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 3 horas atrás em 11-02-2026

O Comando Subregional de Emergência e Proteção Civil de Coimbra alertou esta manhã, 11 de fevereiro, para o risco de cheias na região, após uma madrugada marcada por precipitação persistente e intensa.

Carlos Luís Tavares, comandante subregional, explicou que cerca de 200 pessoas já foram evacuadas, sobretudo residentes com maior dificuldade de locomoção, e que as operações de evacuação vão continuar ao longo do dia.

“A situação mantém-se neste momento ainda controlada. Fizemos cerca de 200 evacuações, essencialmente em zonas em lares, pessoas com maior dificuldade de locomoção, e vamos continuar a fazer a evacuação hoje durante o dia, quer no município de Coimbra e nos outros municípios a jusante, nomeadamente Soure e Montemor-o-Velho”, referiu.

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O responsável sublinhou que a principal preocupação é o aumento dos caudais devido à chuva persistente, que pode pressionar os diques do Mondego. “Importa perceber que a obra comporta 2 mil metros cúbicos por segundo e a nossa preocupação é, efetivamente, que a APA tenha que atingir esse valor ou um valor superior e possamos ter aqui um problema muito idêntico a 2019. É essa a nossa principal preocupação”, alertou.

Carlos Luís Tavares explicou ainda que muitas pessoas continuam a resistir à evacuação, mas reforçou a importância de saírem de casa: “Há sempre, naturalmente. Ninguém gosta de sair de casa. Mas a nossa preocupação foi, com tranquilidade, fazermos esta evacuação durante a noite. Estamos a fazê-la de forma progressiva, com os municípios a fazê-la de forma progressiva. E, portanto, vamos agora durante o dia continuar e tentar tirar as pessoas. Pelo menos aquilo que nós pedimos, e aproveitando a vossa ajuda, é que as pessoas saiam, que as pessoas se protejam, porque não podemos perder nenhuma vida.”

O comandante explicou que o aumento do caudal do Mondego será decisivo para a evolução da situação: “A precipitação de hoje vai fazer o aumento de caudais, tal como fez ontem. Se a quantidade de precipitação de hoje for muito idêntica à de ontem, a situação, eu diria que é crítica. E, portanto, é essa a nossa preocupação: as águas que vão chegar à bacia do Mondego.”

Quanto à localização do risco em caso de rebentamento dos diques, esclareceu: “O risco maior é sempre o do lado esquerdo, é onde estão mais pessoas, é uma situação mais exposta. O lado direito também tem pessoas, tem o concelho todo de Montemor-o-Velho, temos essa experiência de 2019, mas tem ali uma zona maior, zona agrícola, que tem um impacto grande naturalmente nos agricultores, mas as pessoas já estão avisadas e tentarão salvaguardar os seus bens. Mas, para todos os efeitos, o pior cenário é mesmo o lado esquerdo, porque envolve mais gente.”

O Comando Subregional da Proteção Civil continua a monitorizar a situação e apela à colaboração dos cidadãos para que sigam as indicações de segurança e evacuem para locais seguros.