Política

Partidos e Governo com consenso para adiar debate quinzenal com primeiro-ministro

Notícias de Coimbra com Lusa | 4 horas atrás em 11-02-2026

Os partidos e o Governo chegaram hoje a consenso no sentido de adiar para sexta-feira o debate parlamentar quinzenal com o primeiro-ministro, que estava previsto para hoje, por causa do risco de inundações na região de Coimbra.

Segundo fontes parlamentares, esta decisão foi tomada após o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, ter consultado o Governo e os diversos grupos parlamentares. E ninguém se opôs ao reagendamento do debate.

Nesses contactos, José Pedro Aguiar-Branco perguntou aos partidos com representação parlamentar e ao Governo que respondessem até às 12:00 de hoje, se concordavam com o reagendamento do debate quinzenal para sexta-feira.

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O debate quinzenal com a presença de Luís Montenegro, que estava marcado para hoje, a partir das 15:00, realiza-se agora na sexta-feira, pelas 10:00.

Na terça-feira à noite, a questão do adiamento do debate quinzenal começou a ser ponderada por alguns líderes parlamentares, sobretudo, depois da decisão da Câmara de Coimbra tomar a medida preventiva de retirar cerca de três mil pessoas face ao risco de as margens do Mondego colapsarem.

 Na região de Coimbra, também vários concelhos do distrito, principalmente no baixo Mondego, estão a ser atingidos por cheias graves nos últimos dias.

No plano político, o debate quinzenal agora adiado para sexta-feira será o primeiro após a demissão de Maria Lúcia Amaral das funções de ministra da Administração Interna, pasta que, transitoriamente, será assumida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.