Coimbra

Evacuação em curso! 100 utentes retirados de lares na margem esquerda do Mondego

Notícias de Coimbra | 4 horas atrás em 11-02-2026

Os utentes de três instituições da zona de São Martinho do Bispo, na margem esquerda do rio Mondego, em Coimbra, estão a ser retirados de forma preventiva devido ao risco de cheia e à possibilidade de rutura de um dos diques.

A operação está a ser conduzida pelos Bombeiros Voluntários de Coimbra, em articulação com a Proteção Civil, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e os serviços municipais.

No total, está prevista a retirada de 100 utentes das três instituições, entre os quais várias dezenas de pessoas acamadas.

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No terreno, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Coimbra, Ricardo Domingos, explicou que a intervenção envolve um grau elevado de exigência. “A evacuação dos lares e destas instituições tem sempre um grau de complexidade”, afirmou, acrescentando, contudo, que o processo “está a ocorrer da forma prevista, de forma tranquila, ordeira e organizada”.

Estão a ser evacuados o Centro Social de São João, o Lar Graça de São Filipe e a Casa do Juiz. Parte dos utentes já tinha sido retirados ao longo da tarde por familiares com condições para os acolher. Os residentes com maior autonomia foram transportados com o apoio dos Transportes Urbanos de Coimbra, enquanto os acamados e pessoas com mobilidade reduzida estão a ser transferidos em ambulâncias.

“O que nós temos em plano é a evacuação da totalidade dos utentes destas três instituições”, referiu Ricardo Domingos, indicando que entre eles se encontram várias dezenas de pessoas acamadas.

Os utentes estão a ser encaminhados para o Pavilhão Mário Mexia, onde permanecerão até novas indicações das autoridades. O comandante admitiu que a duração da operação depende da capacidade logística de acolhimento no local, mas estimou que o processo pudesse ficar concluído em pouco mais de uma hora.

Para já, não está prevista a evacuação de outras estruturas na mesma zona. “Estas eram as três instituições que temos assinaladas como potencial risco de dano em caso de cheia e eventual rutura do dique do Mondego”, explicou, sublinhando que a situação está a ser monitorizada permanentemente em articulação com a APA e o Serviço Municipal de Proteção Civil.

A decisão de retirar os utentes foi tomada de forma preventiva, após uma reunião de emergência entre as entidades competentes. “Estamos a fazer isto de forma antecipada para não termos que reagir face a um cenário de eventual rutura”, destacou o comandante, lembrando que a margem esquerda já registou um episódio semelhante em 2001.

Com previsão de continuidade de chuva intensa e com a bacia hidrográfica sob forte pressão, as autoridades mantêm o dispositivo reforçado no terreno, acompanhando a evolução das condições meteorológicas e do estado dos diques.