Portugal

André Sardet elogia Marcelo Rebelo de Sousa após visitas secretas a menina que perdeu a mãe nos incêndios

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 19 minutos atrás em 10-02-2026

O cantor André Sardet recorreu às redes sociais para partilhar um testemunho emotivo sobre Marcelo Rebelo de Sousa, recordando um episódio que, na sua perspetiva, reforça a imagem do chefe de Estado como um “Presidente dos Afetos”.

Numa publicação no Facebook, o músico, natural de Coimbra, relatou que tudo aconteceu em 2017, após os incêndios que devastaram a Região Centro. O músico foi convidado a deslocar-se ao Hospital Pediátrico de Coimbra para cantar junto à cama de uma menina que recuperava de queimaduras graves e que queria homenagear a mãe, uma das vítimas mortais da tragédia. A canção escolhida foi “Foi Feitiço”, tema que era o preferido da mãe.

O artista descreveu o momento como “um dos mais marcantes e emotivos” da sua vida e contou que mais tarde partilhou a experiência com Marcelo Rebelo de Sousa durante um almoço em Oliveira do Hospital. Segundo o próprio, aquele presidente mostrou-se atento, fez várias perguntas e anotou num papel o nome e os dados de internamento da criança.

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Apesar de inicialmente ter pensado que o gesto poderia ser apenas simbólico, o cantor garante que Marcelo Rebelo de Sousa não esqueceu o caso. De acordo com o testemunho, terá visitado a menina várias vezes no hospital, sempre sem a presença da comunicação social, e mantido contacto diário com a avó, que permaneceu meses na unidade de saúde a acompanhar a neta.

Na mesma publicação, André Sardet afirma que este episódio lhe despertou “um respeito e uma admiração difíceis de igualar” pelo chefe de Estado, considerando-o um exemplo de “dignidade, elevação e espírito solidário”. O músico explica ainda que decidiu tornar pública a história por “dever de reconhecimento e memória futura”, agradecendo a Marcelo Rebelo de Sousa pelas “demonstrações de solidariedade desconhecidas”.

Marcelo Rebelo de Sousa tem sido frequentemente associado a um estilo de presidência marcado pela proximidade com os cidadãos — uma característica que lhe valeu a alcunha de “Presidente dos Afetos”, embora também tenha sido alvo de críticas ao longo dos seus mandatos.