Política

PCP de Coimbra critica interrupção do Metro Mondego entre Serpins e Sobral de Ceira sem alternativas

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 10-02-2026

 O PCP de Coimbra criticou hoje a interrupção da circulação do Metro Mondego entre Serpins e Sobral de Ceira, que se prolonga “há longos dias”, sem que tenham sido asseguradas alternativas de transporte adequadas para a população.

“Os serviços alternativos estão resumidos a autocarros de hora a hora, apenas com paragens em Serpins, Lousã e Miranda do Corvo. Ou seja, as alternativas não abrangem todo o percurso, nem todos os utentes, causando imensos transtornos aos milhares de passageiros que apenas têm este serviço para se deslocar”.

Em comunicado, o PCP de Coimbra realçou que as tempestades dos últimos dias “não explicam tudo”.

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“A sobrelotação nas horas de ponta é uma realidade desde o início do funcionamento do serviço e confirma o que o PCP sempre disse: a escolha do material circulante implicaria menos conforto e menos lugares sentados sem ganhos no tempo de viagem”.

O PCP de Coimbra aludiu a avarias no sistema de sinalização e apoio, que “começaram no dia 05 de janeiro”.

“Neste dia houve atrasos superiores a uma hora nas chegadas e no tempo de viagem e vários serviços suprimidos, durante os quais os painéis informativos não mantiveram os utentes a par dos problemas”.

Segundo a estrutura comunista, durante as avarias, os utentes ficaram expostos ao frio nos abrigos, sem acesso a casas de banho em consequência da conversão das duas antigas estações em alojamentos locais, ao abrigo do programa Revive.

“A deteção da fissura no talude junto ao Casal de Espírito Santo foi a 23 de janeiro”, referiu.

No comunicado são ainda indicados outros problemas de organização e conceção do Metro Mondego, nomeadamente no apeadeiro terminal de Serpins, onde “não há possibilidade de carregar o passe”.

Também as máquinas emissoras de bilhetes “têm períodos de funcionamento deficiente”, alguns apeadeiros “não têm abrigos adequados para o número de passageiros”, dando como exemplo a Portagem, para além do facto de nenhum dispor de casas de banho.

“A Metro Mondego faz a sua comunicação sobretudo via redes sociais, excluindo utentes que não as utilizam”.

O PCP de Coimbra exigiu melhorias no serviço e alternativas de transporte em todo o percurso, bem como “compensações das populações, em particular aquelas que adquiriram passe e se viram privadas de alternativas na maioria das paragens do percurso”.

“As populações podem contar com o PCP na exigência da redução do preço dos passes e na reivindicação da utilização do passe em todos os modos de transportes na área da Comunidade Intermunicipal de Coimbra”.