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E-Redes está a fazer tudo para repor eletricidade nas zonas afetadas

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 09-02-2026

Imagem: depositphotos.com

O presidente do conselho de administração da E-Redes afirmou hoje que a empresa está a fazer tudo para a reposição rápida da energia nas zonas afetadas pelo mau tempo, mas avisou que não abdica da segurança.

“Estamos a fazer tudo, temos uma equipa vasta mobilizada para recuperar a zona de impacto da [depressão] Kristin e depois da Marta que se lhe seguiu”, declarou à agência Lusa José Ferrari Careto, em Leiria.

Destacando que se trata de uma “devastação física”, com “infraestrutura elétrica que foi fisicamente afetada”, José Ferrari Careto reiterou que está “a fazer tudo para fazer uma recuperação rápida”.

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“Essa recuperação é feita com pessoas e as pessoas têm de trabalhar dentro de limites de segurança. E nós não vamos prescindir de assegurar que as nossas pessoas trabalham dentro desses limites e vamos ter de encontrar soluções para que consigamos resolver esse problema, mas nunca abdicando das medidas de segurança que as pessoas nos merecem”, salientou.

Este responsável pela principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão lamentou ainda a vítima mortal e o ferido resultantes do acidente de trabalho, hoje em Leiria, quando reparavam estruturas elétricas para a E-Redes, afetadas na sequência da depressão Kristin.

Os trabalhadores, da empresa Canas, estavam ao serviço da E-Redes.

José Ferrari Careto garantiu que a empresa “tem tido uma preocupação muito grande com a segurança das pessoas envolvidas” e tem “reforçado muito as condições de segurança”, especificando que se trata de recuperações da rede que envolvem trabalho em altura e riscos elétricos.

“Não obstante, tivemos esta fatalidade”, declarou, expressando as “condolências à família, aos colegas das pessoas envolvidas no acidente” e “a máxima solidariedade para com todos os envolvidos” no acidente.

Por outro lado, lembrou que se está “numa situação de calamidade” e “numa zona que envolve uma forte destruição de infraestrutura””.

“[Quero] fazer um apelo a todos, para que tenhamos consciência de que há riscos nos sítios por onde nos movimentamos, nomeadamente no que diz respeito a infraestrutura elétrica que possa ainda não estar reparada”, destacou, pedindo que, em caso de alguma ocorrência ou dúvida, para não se “mexer em nenhum equipamento” e contactarem a empresa para esclarecer.

Sobre as causas do acidente de trabalho mortal, José Ferrari Careto disse não haver ainda nenhuma conclusão preliminar, decorrendo as averiguações.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.