A Caldas de Penacova está com a produção “totalmente parada” desde quarta-feira por o único acesso estar cortado, não havendo ainda perspetiva de quando é que pode retomar, afirmou hoje o administrador da empresa de água engarrafada.
“É uma situação de grande incerteza e, pelo menos, teremos mais uma semana ou duas para vislumbrar alguma solução. Mas não há certeza de nada”, disse à agência Lusa o administrador da Caldas de Penacova, Urbano Marques.
A empresa, situado no concelho de Penacova (distrito de Coimbra), com 96 trabalhadores, está com a produção parada face à impossibilidade que tem de escoar material, acrescentou, referindo que estão a ser pensadas algumas soluções, em conjunto com o município e o regimento de engenharia do Exército, mas ainda sem certezas.
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“Vamos ver se conseguimos arranjar uma meia solução para circulação com camionetas mais pequenas, mas se vai ser permitido ou não é outra coisa”, disse Urbano Marques, sublinhando que a empresa tem suporte financeiro para aguentar a paragem.
Segundo o administrador, a empresa é “líder de mercado há 14 anos”, mas antevê um “prejuízo maior” face à falta de produto que os seus clientes poderão sentir, caso a paragem se prolongue durante algum tempo.
O presidente da Câmara de Penacova, Álvaro Coimbra, manifestou à agência Lusa a sua preocupação com a situação, recordando que aquela empresa é “um dos maiores empregadores do concelho”.
“Estamos a procurar uma solução alternativa, já que o acesso que existe não será resolvido rapidamente”, notou.
Segundo o autarca, o Exército esteve no domingo no terreno a avaliar uma alternativa, nomeadamente a criação de uma ponte, mas, “face ao caudal do rio, nem há condições para avaliar” a viabilidade dessa infraestrutura.
“Temos de procurar uma alternativa, seja por via do Exército ou com a IP [Infraestruturas de Portugal], porque poderá haver uma relação entre o que está a acontecer ali e o que aconteceu no talude do IP3, no mesmo local, mas mais acima na encosta [que levou à supressão de uma via]”, disse Álvaro Coimbra.