Portugal

Proteção Civil lamenta morte de trabalhador e alerta para risco de eletrocussão

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 09-02-2026

A Proteção Civil lamentou hoje a morte de um trabalhador que prestava serviço à empresa E-Redes em trabalhos de reposição da rede elétrica, em Leiria, alertando para o risco de eletrocussão “em caso de queda de cabos elétricos”.

“Um lamento muito profundo. Um abraço solidário para toda família destas duas pessoas, uma, infelizmente, vítima mortal e a segunda, um ferido grave, transportada para o hospital”, disse o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre.

Falando na conferência de imprensa sobre o ponto de situação do mau tempo na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa, Mário Silvestre voltou a reforçar os alertas de segurança, sobretudo às zonas afetadas pelo mau tempo, chamando a atenção para os riscos associados aos cabos elétricos caídos.

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“Em caso de queda de cabos elétricos, não toque nem se aproxime. Estes cabos podem estar ainda em carga e, portanto, existe aqui o risco de eletrocussão”, sublinhou o responsável.

O alerta surgiu após várias ocorrências registadas nos últimos dias, em que infraestruturas elétricas foram danificadas pelo vento forte.

Hoje, um homem morreu e outro ficou ferido num acidente de trabalho, em Leiria, quando reparavam estruturas elétricas para a E-Redes, na sequência da depressão Kristin, disseram à agência Lusa várias fontes.

Fonte da PSP adiantou que o trabalhador morreu eletrocutado e ambos trabalhavam para a empresa Canas, que está a prestar serviço à E-Redes na reparação de estruturas elétricas na sequência do mau tempo.

A E-Redes já anunciou uma investigação ao acidente de trabalho.

A ANEPC reforçou também a necessidade de redobrar cuidados nos trabalhos em altura, que continuam a decorrer em várias regiões para reparação de telhados danificados.

“Reiteramos ainda a necessidade de continuar com todos os cuidados possíveis e imagináveis nos trabalhos em altura que decorrem um pouco por todo o lado na reparação dos telhados”, afirmou Mário Silvestre.

Outro ponto crítico destacado pelo comandante foi o uso de geradores domésticos, frequentemente acionados em situações de falha de energia, alertando para o perigo de os manter dentro das habitações.

“Para quem ainda tiver que fazer o uso de geradores nas suas casas, [é importante] colocarem os geradores fora das casas, porque são motores movidos a gasolina a grande parte das vezes. Os fumos de escape emitidos por esses geradores podem causar a morte como, infelizmente, também já aconteceu”, lembrou.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.