Política

António José Seguro: “Não será por mim que a legislatura será interrompida”

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 09-02-2026

 António José Seguro afirmou domingo que jamais será “um contrapoder” ou oposição, mas avisou que será um “Presidente exigente”, assegurando que não será por si que a legislatura será interrompida”.

No discurso de vitória, no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, Seguro foi questionado sobre a duração da legislatura e respondeu: “não será por mim que ela será interrompida”.

“Prometi a lealdade e cooperação institucional com o Governo. Cumprirei a minha palavra. Jamais serei um contrapoder, mas serei um Presidente exigente com as soluções e com os resultados”, enfatizou.

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António José Seguro afirmou que “terminado um ciclo eleitoral de três eleições e quatro idas às urnas em apenas nove meses, abre-se um novo ciclo de três anos sem eleições nacionais” e que agora “não há desculpas, Portugal tem uma oportunidade única para que os partidos, o parlamento e o Governo encontrem soluções duradouras para resolver os problemas na saúde, habitação e de desigualdade de género.

“Serei o impulsionador dessa mudança para uma cultura de compromisso focado em soluções e na melhoria da vida dos portugueses. Comigo não ficará tudo na mesma. Devemos isso aos portugueses”, garantiu.

O Presidente da República eleito disse que “estará vigilante, fará as perguntas difíceis e exigirá as respostas que o país precisa” e assegurou que consigo “os interesses ficam à porta” do Palácio de Belém porque vê a transparência e a ética como “inegociáveis”.

Seguro prometeu também que “não falará por tudo e por nada”, mas que, quando o fizer, “será para defender o interesse público, garantir a independência nacional e assegurar as condições do exercício da soberania” do país, porque “a palavra do Presidente terá peso e consequência”.

No seu discurso, o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa cumprimentou o atual Presidente da República e sublinhou o seu trabalho em prol de Portugal, tal “como todos os anteriores Presidentes, Cavaco Silva, Jorge Sampaio, Mário Soares e António Ramalho Eanes”.

“Cada um, no seu tempo e no seu estilo, serviu o nosso país com devoção e compromisso com o interesse nacional e com a democracia. Eu servirei Portugal com o mesmo compromisso, mas no meu próprio estilo”, assegurou.

Seguro reafirmou que é livre e que vive “sem amarras”.

“Reafirmo-o hoje, aqui, e assim agirei durante os cinco anos do meu mandato. A minha liberdade é a garantia da minha independência. E é em total liberdade que reafirmo a minha lealdade à Constituição da República”, prometeu.

António José Seguro foi hoje eleito Presidente da República com dois terços dos votos expressos, com cerca de 3,48 milhões, quando faltam apurar 20 freguesias.

André Ventura obteve mais de 1,7 milhões de votos.

O Presidente da República eleito alcançou uma percentagem próxima dos 67%, enquanto o líder do Chega superou os 33%.

António José Seguro toma posse do cargo no dia 09 de março.