O concelho de Coimbra registou sete desalojados desde a passagem da depressão Kristin, revelou hoje a presidente da Câmara Municipal.
Ana Abrunhosa referiu que os casos foram registados em Brasfemes (1), em Taveiro (1) e em Cernache (5), sendo que as setes pessoas “estão alojadas em casa de familiares”.
PUBLICIDADE
“É normal e também temos conhecimento de pessoas que já fecharam as suas casas à beira-rio e que foram para as suas famílias, mas não nos reportam. Este número provavelmente não corresponde ao número exato de pessoas que saíram de suas casas, mas representam aquelas pessoas onde houve intervenção dos nossos bombeiros”, afirmou Ana Abrunhosa aos jornalistas, em Coimbra.
A autarca assegurou que a Ponte-Açude de Coimbra “está permanentemente vigiada” pelos bombeiros e que a barragem da Agueira “tem encaixe”, mas é preciso “estar muito vigilante, porque o risco nunca é zero”.
Face ao risco de inundações, estão disponíveis no concelho 16 botes, sendo que um já está na freguesia de São João do Campo, na margem direita do rio Mondego, e outro em Taveiro, na margem esquerda.
“Optámos por deslocalizar dois dos botes para mais próximo de regiões que podem ser de maior risco”, disse Ana Abrunhosa, indicando que o Exército tem estado a deixar sacos de areia para que a população possa “proteger entradas de casa”.
Estão encerradas a Estrada do Campo, na margem esquerda do Mondego, a passagem inferior da Ponte Açude, a estrada de Ceira a Almalaguês, na aldeia dos Cartachos, a Estrada da Beira na zona de São Furtuoso.
Desde a passagem da depressão Kristin, o concelho de Coimbra registou 881 ocorrências, que envolveram 2.400 operacionais, na maioria queda de árvores.
Na conferência de imprensa, Ana Abrunhosa reiterou o pedido às populações para evitarem circular em estradas cortadas e para que respeitem as indicações das autoridades, numa altura em que as derrocadas são uma das preocupações.
“Estamos permanentemente a ter derrocadas em estradas, em muros, com a queda da árvores, e cada vez maiores. O que pedimos às pessoas, se possível, hoje, que se mantenham em casa, porque nós vamos ter bastante vento e ess