A Proteção Civil considerou sábado que o território nacional está com “um quadro meteorológico complexo de risco”, alertando para o vento forte e persistente provocado pela depressão Marta que se vai deslocar para o norte do país.
“Terminámos há pouco mais uma atualização do quadro meteorológico, juntamente com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera e com a Agência Portuguesa do Ambiente. Mantemos as previsões para o dia de hoje do vento forte e persistente, embora haja aqui um deslocamento da depressão Marta para o norte do país e, portanto, afetando outras regiões que até agora não estavam previstas a afetar”, disse o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
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Mário Silvestre falava no ponto de situação feito às 12:40 na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa.
Segundo este responsável, mantém-se o quadro meteorológico de “chuva persistente, com vento forte, com rajadas entre os 80 e os 120 km hora, com queda de neve acima de 800-900 metros e com agitação marítima forte”.
Mário Silvestre reforçou ainda que este quadro meteorológico, associado a todos os outros anteriores e, sobretudo, associado à saturação do solo e ao nível de armazenamento de águas das barragens, constitui-se “como um quadro complexo do ponto de vista do risco (…) neste momento (…) no território nacional”.
O comandante nacional da Proteção Civil alertou ainda para a necessidade de a população “redobrar os cuidados relativamente às zonas que estão inundadas ou em risco de poderem ser inundadas”.
“Mantém-se o elevado risco de inundações no Rio Vouga, Águeda, Mondego, Tejo, Sorraia e Sado e risco de inundação não tão grave ou [com] potencial um pouco menor no Lima, Cavado, Ave, Douro, Tâmega, Lisboa e Guadiana”, enumerou.
Segundo o responsável, existem sete planos distritais ativados (Coimbra, Castelo Branco, Santarém, Leiria, Lisboa, Beja e Setúbal) e 91 planos municipais.
Mário Silvestre apontou também que o plano especial para o risco de cheia na Bacia do Tejo mantém-se no nível vermelho.