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Subida das águas no Mondego já atinge centro de Montemor-o-Velho

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 07-02-2026

A subida continuada da água na margem direita do rio Mondego está a atingir o centro de Montemor-o-Velho, na zona do mercado municipal, pondo em risco algumas casas na zona baixa da vila, disse o presidente do município.

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Em declarações à agência Lusa, José Veríssimo notou que a situação “está a ficar complicada na vila”, com a água a inundar o parque de estacionamento entre o mercado municipal e a zona da feira e a aproximar-se das casas.

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A inundação que atinge Montemor-o-Velho provém do vale central agrícola do Mondego, de valas localizadas a montante e do chamado leito abandonado, que, na zona do parque ribeirinho – recentemente requalificada – saiu das margens nos últimos dias.

O presidente da Câmara frisou que o nível da água tem subido “e continua a subir” devagar, no Baixo Mondego, “cerca de 15 centímetros por dia”, uma situação que tem pressionado, declaradamente, a aldeia de Ereira, isolada desde quarta-feira.

A água acumulada nos campos em redor da Ereira, mas também nas freguesias de Maiorca e Ferreira-a-Nova, já no concelho da Figueira da Foz (por ação, igualmente, da ribeira de Foja), não tem por onde sair, já que o sistema de bombagem, a jusante, não funciona e as três de cinco comportas só conseguem abrir quando o caudal do Mondego é mais baixo do que a água que ali aflui.

Entretanto, soube-se hoje que o dique da margem esquerda do rio Arunca, afluente do Mondego, partiu numa zona da ponte ferroviária do Marujal, na noite de quinta-feira, informação confirmada à Lusa pelas autarquias de Soure e de Montemor-o-Velho.

A quebra da margem do rio Arunca aconteceu entre as localidades de Verride (Montemor-o-Velho) e Alfarelos (Soure), a menos de um quilómetro da entrada daquele afluente no Mondego, direcionando a água para os campos da margem esquerda junto ao apeadeiro do Marujal, no ramal de Alfarelos.

Paradoxalmente, a quebra da margem do Arunca acabou por fazer baixar a água acumulada quer na vila de Soure, quer em povoações ao longo do leito do rio, como Vila Nova de Anços.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.