Economia

Mau tempo: Empresas de Penela com prejuízos superiores a 4 milhões de euros

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 06-02-2026

As empresas de Penela, no distrito de Coimbra, registam prejuízos superiores a 4 milhões de euros devido às recentes tempestades, em especial a depressão Kristin, revelou a autarquia.

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Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Penela disse que são cerca de “30 empresas” com danos, “mas 15 reúnem o grosso dos prejuízos”.

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O maior impacto do mau tempo é “essencialmente em infraestruturas, edifícios”, adiantou Eduardo Nogueira dos Santos, que hoje esteve reunido com o presidente do Núcleo Empresarial de Penela (NEP) para analisar o levantamento preliminar já efetuado.

“Para já, estamos a procurar colaborar com as empresas, estar próximo, estar atento às necessidades e, agora, também perceber quais são as medidas que o Governo vai lançar. Mas o objetivo é também é dar nota de que os prejuízos são muito avultados e que têm de ser todos devidamente contabilizados e considerados”, adiantou.

Eduardo Nogueira dos Santos admitiu que “pode haver ainda danos mais avultados” e defendeu que “é preciso que os seguros respondam” e que, “eventualmente, se criem outras possibilidades”.

“Haverá empresas que possam ter problemas com os seus seguros e estamos a falar de postos de trabalho em risco, empresas em risco”, justificou.

Segundo um comunicado da autarquia de Penela divulgado hoje, o número de empresas impactadas “é ainda bastante conservador, visto algumas empresas ainda se encontrarem a efetuar o levantamento dos danos”.

Uma semana depois da passagem da depressão Kristin, Eduardo Nogueira dos Santos confirmou que há ainda falhas no fornecimento de energia elétrica, mas o concelho tem cada vez “menos casas” sem luz, sendo que há também uma preocupação com as comunicações.

“É importante que as operadoras de telecomunicações recuperem as suas torres de comunicação, porque está em causa, não apenas a questão em si das comunicações, mas também a questão da segurança”, alertou.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.