A Câmara de Oliveira do Hospital manifestou-se hoje contra a não inclusão do concelho nos apoios anunciados pelo Governo, destinados a colmatar os estragos causados pelo mau tempo.
O executivo camarário manifestou, por unanimidade, “a sua contestação” pelo facto de este município, no interior do distrito de Coimbra, não estar contemplado nos decretos do Governo português para apoiar o combates aos danos provocados pelo mau tempo.
PUBLICIDADE
Numa publicação nas redes sociais, a autarquia considera igualmente que “reúne plenamente os critérios para tal inclusão”.
A tomada de posição do Município “relativamente aos dois decretos do Governo”, que determinam os municípios abrangidos pelo estado de calamidade, foi aprovada hoje, por unanimidade, em reunião do executivo camarário.
Para o presidente da Câmara Municipal, José Francisco Rolo, esta exclusão “representa uma injustiça face aos prejuízos registados no território”.
O edil exigiu esta semana ao Governo que o concelho seja integrado nas medidas de apoio aprovadas em Conselho de Ministros.
Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.