Região

Chuva “causa série de estragos” em Góis

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 05-02-2026

 O presidente da Câmara Municipal de Góis disse hoje que as chuvas dos últimos dias, depois dos efeitos causados pela depressão Kristin, causaram mais estragos, deixaram os terrenos saturados e originaram deslizamentos de terras.

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“O dia de ontem [quarta-feira] e de hoje foram dias de muita precipitação e essa precipitação vem juntar-se a tudo aquilo que já aconteceu anteriormente, não só aquilo que o vento provocou, mas também a chuva que já caiu e que causou uma série de estragos”, afirmou Rui Sampaio.

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O autarca daquele município do distrito de Coimbra disse à agência Lusa que a chuva deixou os terrenos saturados e que isso levou a um conjunto de situações, como deslizamentos de terras e quedas de árvores que levaram ao corte de estradas.

A subida do caudal do rio Ceira também está a causar constrangimentos e, nas habitações, a chuva continua a provocar problemas apesar do apoio das equipas da autarquia.

“Nós temos procurado através das nossas brigadas de trabalhadores ir dando o apoio para ajudar as pessoas a colocarem os telhados de forma que não tenham infiltrações de água em casa. Estamos a fazer esse trabalho, mas, claro, não conseguimos chegar a todo o lado”, adiantou Rui Sampaio.

“Os particulares também têm feito um grande esforço para tentar recuperar alguns danos que foram provocados. Agora, esta chuva constante que não dá tréguas, continua a criar muitos problemas”, acrescentou.

Cerca de 80 habitações foram sinalizadas pelo município por estragos causados pela depressão Kristin e pela depressão Leonardo, informou Rui Sampaio.

O autarca de Góis referiu ainda que duas famílias tiveram de abandonar as suas casas e uma dessas famílias já pôde regressar após a sua habitação ter sido recuperada.

Rui Sampaio explicou que a casa de uma família de três pessoas sofreu danos de “alguma relevância” e que estão ainda deslocadas: um dos membros da família “está numa casa de um familiar ou de uma pessoa conhecida e para os outros dois pedimos o apoio do lar em Alvares”.

Desde a depressão Kristin, Góis teve “à volta de 150 ocorrências”, desde “quedas de muros, de árvores, de taludes, de deslizamentos de terras, arrancamentos de telhados e de telhas”, especificou o autarca.

A Câmara Municipal de Góis criou na quarta-feira um email para onde os munícipes podem reportar danos nas habitações e abriu dois postos de atendimento aos cidadãos.

Para comunicar os danos, os munícipes devem enviar um email para calamidades@cm-gois.pt com o seu nome completo, contacto telefónico, localização da ocorrência e fotografias dos prejuízos acompanhadas por uma breve descrição dos mesmos.

Simultaneamente, a autarquia criou duas equipas técnicas para fazer levantamentos de danos no terreno e instalou dois postos de atendimento na Junta de Freguesia de Alvares e na Comissão de Melhoramentos das Cortes.

Os postos estão abertos hoje, na sexta-feira, no sábado e na segunda-feira, no horário das 10:00 às 12:30 e das 13:30 às 16:00.

Doze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.