A presidente da Câmara de Coimbra disse hoje que uma centena de operacionais está a monitorizar de forma permanente as sete zonas de risco de inundação no concelho, garantindo vigilância até dia 11 de fevereiro.
“A ideia é que se façam permanentemente, dia e noite, reconhecimento e rondas, apoio à população, apoio na colocação de lonas no telhados e também fazer a interação com a GNR, a PSP e com a Polícia Municipal”, afirmou Ana Abrunhosa, numa conferência de imprensa, em Coimbra.
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Entre os 100 operacionais, estão Bombeiros Sapadores de Coimbra, com o apoio de elementos de corporações de Tábua, de Mortágua ou da Mealhada, além de fuzileiros e elementos do Exército, divididos por três setores ao longo das margens do rio Mondego.
As principais preocupações no concelho são as quedas de muros, taludes e árvores, assim como deslizamentos de terras e barreiras e as inundações, segundo a autarca.
“No âmbito da vigilância, verificámos as condições do dique, as condições de risco para algumas famílias ou para algumas explorações agrícolas e agimos. E quando é preciso chamamos o apoio que é necessário, consoante a circunstância”, acrescentou.
“Até dia 11 [de fevereiro] não vamos sair do terreno”, garantiu Ana Abrunhosa, lembrando que a previsão é que continue a chover até essa data, com um pico esperado para dia 08 de fevereiro.
Aos jornalistas, a autarca afirmou que os diques continuam a ser vigiados e as situações que merecerem atenção serão reportadas à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), sem que tenham sido identificadas situações de risco.
“Estamos a acompanhar, a monitorizar. Não identificámos nenhuma situação especialmente preocupante. Não há riscos elevados. Há sempre um risco, que esse nunca é zero”, explicou Abrunhosa, numa referência à possibilidade de rebentamento de diques.
Com várias estradas cortadas, a autarca reforçou o apelo às populações para evitar comportamentos de risco, entre eles, frequentar e estacionar nas zonas ribeirinhas.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.