Política

António José Seguro: “Ninguém pode ser prejudicado no seu direito de votar”

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 05-02-2026

O candidato presidencial António José Seguro defendeu hoje que “ninguém pode ser prejudicado no seu direito de votar” devido aos efeitos do mau tempo, ressalvando que cabe aos autarcas decidir o eventual adiamento da segunda volta das presidenciais.

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“Ninguém pode ser prejudicado no seu direito de votar. As pessoas têm todo o direito de votar. E as pessoas que, infelizmente, por razões conhecidas, não poderão exercer o seu direito de voto neste domingo, então que lhes seja dada uma segunda oportunidade e que, conforme a lei, possam votar no domingo seguinte”, disse hoje aos jornalistas numa visita à agência de empreendedorismo DNA Cascais, no distrito de Lisboa.

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Seguro disse compreender que “os presidentes de câmara façam esse pedido nas zonas atingidas”, assinalando que “tem que se cumprir a lei”, que diz que “os presidentes de Câmara podem determinar a suspensão, ou melhor, a não realização do voto e que ele ocorra na semana seguinte”

“Portanto, depende dos senhores presidentes de câmara. O que nós desejaríamos é que esta situação não tivesse nunca acontecido e que está a prejudicar imensas famílias e imensos empresários. Agora, ninguém pode ser impedido de exercer o seu direito de voto e é isso que eu julgo que deve ser feito. Em condições de segurança, claro”, assinalou.

Para Seguro, “não pode haver obstáculos a que as pessoas, querendo, não possam votar”, mas desejou que “seja o menor número possível, porque isso também é bom para as pessoas, quer dizer que elas podem voltar à sua vida normal o mais rapidamente possível”.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo Sousa, admitiu hoje que alguns municípios poderão decidir adiar as eleições presidenciais devido ao estado de calamidade decorrente do mau tempo que afeta o país.

“A palavra decisiva é do presidente de câmara, ou da presidente de câmara, não é nem do Presidente da República, nem do Governo, nem da Assembleia da República”, disse, acrescentando que “não havendo condições, está lá previsto, em caso de calamidade, exercer esse poder e, portanto permite, que as eleições sejam oito dias depois, sete dias depois”.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, onde se encontra de visita, numa altura em que a baixa da cidade alentejana está inundada desde a quarta-feira da semana passada.

Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.