Portugal

Seia recusa ser sacrificada e exige solidariedade nacional no processo da Barragem de Girabolhos

Notícias de Coimbra | 45 minutos atrás em 05-02-2026

A Câmara Municipal de Seia manifesta solidariedade com as populações afetadas pelas cheias do Mondego, mas rejeita liminarmente a forma, politicamente errada e institucionalmente desrespeitosa, como o Governo anunciou o lançamento do concurso para a Barragem de Girabolhos, sem qualquer contacto prévio com os municípios diretamente atingidos pela sua construção.

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Para o Presidente da Câmara Municipal de Seia, Luciano Ribeiro, esta decisão revela uma visão centralista que continua a tratar o interior como território descartável, chamado apenas a pagar o preço das opções tomadas em Lisboa, sem ouvir os seus representantes eleitos e as populações, que há mais de 70 anos vivem sob a ameaça permanente deste projeto.

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O Município não aceita que as soluções de uns se tornem problemas de outros, impondo sacrifícios aos mesmos de sempre.

Seia exige que a solidariedade imposta ao território seja acompanhada de compromissos claros e vinculativos do Estado, nomeadamente a correção imediata do tarifário da água cobrado em alta, que penaliza severamente os municípios do interior, e a concretização das acessibilidades rodoviárias (IC6, IC7, IC37, IC12) há décadas prometidas e sistematicamente adiadas.

Mais do que a barragem de Girabolhos, isto sim, são investimentos fundamentais para o desenvolvimento da região e bem-estar das suas populações.

O Governo tem de escolher entre continuar a usar o interior como reserva de sacrifício ou assumir, de forma consequente, uma política de coesão territorial que respeite quem vive, trabalha e investe nestas regiões.

A Câmara Municipal de Seia não abdica de defender o seu território e as suas populações e exige diálogo político sério, transparência nas decisões e justiça territorial, tendo já solicitado uma audiência urgente à Senhora Ministra do Ambiente e Energia.