A Proteção Civil da região de Coimbra reforçou esta quarta-feira o alerta para o risco de cheias devido à previsão de chuva intensa durante a noite e madrugada, que se prolongará ao longo de quinta-feira.
Em declarações ao Notícias de Coimbra, o Comandante da Proteção Civil da região, Carlos Luís Tavares explicou: “Esta noite, acima de tudo, vai intensificar a precipitação. Vamos ter muita água e algum vento. Não será um vento forte, mas é suficiente para impactar estruturas já fragilizadas.”
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O responsável destacou que o aumento dos caudais nos rios deverá começar a ser sentido a partir de amanhã, quinta-feira, 5 de fevereiro: “As águas vão começar a chegar durante o dia de amanhã. Esperamos que os caudais aumentem ao longo do dia, chegando aos leitos e podendo causar cheias em algumas zonas.”
As regiões mais vulneráveis identificadas são o município de Coimbra, Montemor-o-Velho, Soure e Figueira da Foz, concentrando-se o maior risco no Baixo Mondego.
Sobre as barragens, o comandante tranquilizou a população:
“A barragem da Aguieira está numa cota muito boa, permitindo encaixar cerca de oito metros de água. No Açude Ponto, o caudal atual é de 1.200 metros cúbicos e poderá chegar aos 1.600, o que é perfeitamente normal e não representa perigo imediato.”
Apesar disso, alertou para a necessidade de vigilância constante:
“É preciso que as pessoas estejam atentas, porque pode haver fragilidade nas margens do rio. Mesmo sem atingir os valores máximos, uma margem pode ceder com menos água. É a principal preocupação no momento.”
O comandante esclareceu ainda que não existem problemas significativos nos diques dos Casais, mas que qualquer zona pode ser afetada se houver excesso de pressão das águas: “A água vai escavando as margens até criar um ponto de saída. Pode acontecer desde Coimbra até à Figueira da Foz, mas, de forma geral, há tranquilidade. No entanto, atenção redobrada.”
No final da entrevista ao jornal, Carlos Luís Tavares deixou ainda alguns conselhos à população.
“Evitem sair de casa, exceto se necessário. Quem tiver de se deslocar, deve ter cuidado nas estradas, pois há árvores e solos fragilizados que podem cair. Em casa, nas zonas inundáveis, subam bens para pisos superiores se possível e sigam sempre as instruções da GNR, PSP, bombeiros e serviços municipais.”, aconselha.