Região

Marcelo Rebelo de Sousa em Soure: “Aprendemos que o que parecia resolvido, às vezes, permanece como problema técnico e estrutural”

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 4 minutos atrás em 04-02-2026

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, respondeu esta quarta-feira, 4 de fevereiro, aos jornalistas sobre a situação nas regiões afetadas pelas cheias no Mondego e sobre os atrasos no restabelecimento da energia elétrica.

PUBLICIDADE

publicidade

Sobre a previsão para os próximos dias, Rui Fernandes, autarca de Soure, afirmou que a noite desta quinta-feira será “a mais severa”, com algum alívio previsto para sexta-feira, mas um novo pico de intensidade esperado para sábado. “Estamos a preparar-nos para a noite difícil de hoje”, disse.

PUBLICIDADE

Quanto às comunicações, o Presidente admitiu que inicialmente houve dificuldades, mas que já foi possível “articular uma rede mínima”. Destacou ainda que a relativa acalmia do tempo tem permitido reparações por particulares e pelas equipas da Proteção Civil.

Questionado sobre o atraso de sete dias no restabelecimento da eletricidade, Marcelo Rebelo de Sousa considerou o prazo “compreensível dada a gravidade”, explicando que a reposição foi dificultada pelo estado antigo e obsoleto da infraestrutura, mas reconheceu que continua a ser um desafio para as populações.

Relativamente à atuação da Proteção Civil, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que está preparada para enfrentar a situação, apesar de o início do processo ter superado as previsões de intensidade e território. Reforçou ainda a resiliência das populações locais e destacou que o agravamento das condições meteorológicas deverá ocorrer “a partir do fim da tarde, podendo prolongar-se durante a noite e o dia de amanhã”.

Sobre os compromissos oficiais, garantiu que permanecerá disponível para acompanhar a situação e que ajustará deslocações conforme necessário.

Por fim, questionado sobre o problema da bombagem junto ao concelho de Montemor-o-Velho, que mantém a localidade de Eireira isolada, Marcelo Rebelo de Sousa explicou que se trata de um problema histórico da bacia do Mondego, discutido desde os anos 50. Apesar dos avanços realizados, a complexidade do território e das obras mantém desafios em situações extremas. “Aprendemos que o que parecia resolvido, às vezes, permanece como problema técnico e estrutural”, concluiu.