Portugal

 Movimento Doentes pela Vacinação integra quatro novas instituições e reforça a sua missão nacional 

Notícias de Coimbra | 1 hora atrás em 05-02-2026

O MOVA – Movimento Doentes pela Vacinação anunciou a integração de quatro novas entidades, fortalecendo a sua representatividade, credibilidade científica e capacidade de intervenção na área da vacinação em Portugal.

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A Associação de Asma Grave, a Associação de Doentes com Lúpus e o MOG – Movimento Cancro do Ovário e outros Cancros Ginecológicos juntam-se como membros efetivos, enquanto a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) passa a integrar o Conselho Técnico-Científico do movimento.

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Com este alargamento, o MOVA consolida-se como uma referência na defesa da vacinação, ampliando a sua área de atuação e reforçando o seu papel enquanto voz ativa e informada na promoção da saúde pública, particularmente junto de populações com doença crónica e grupos de risco. A iniciativa dedica-se à consciencialização sobre a importância da vacinação ao longo da vida, à promoção do acesso equitativo à imunização e à defesa do direito à vacinação para todos, contando com o apoio institucional da Fundação Portuguesa do Pulmão, do GRESP – Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar – e da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

José Albino, Presidente da RESPIRA, destacou a relevância desta integração: “É com um profundo sentido de responsabilidade que acolhemos a entrada de novas organizações no MOVA, reforçando o nosso compromisso com a vacinação. Reconhecemos que o Programa Nacional de Vacinação é uma das políticas públicas de saúde mais bem-sucedidas em Portugal. No entanto, face ao envelhecimento da população e ao aumento da prevalência das doenças crónicas, torna-se urgente a criação de um Programa Nacional de Vacinação ao longo da vida, que acompanhe os cidadãos desde a infância até à idade adulta e à velhice, incluindo populações saudáveis e populações em risco.”

Entre os objetivos estratégicos do MOVA destacam-se o aumento da literacia e da sensibilização da sociedade civil para os benefícios da vacinação na idade adulta, a mobilização da opinião pública e dos decisores políticos para a comparticipação de vacinas essenciais para doentes crónicos, como vacinas antialérgicas, VSR, gripe, pneumonia, herpes zoster e tosse convulsa, bem como a defesa da criação de um Programa Nacional de Vacinação ao longo da vida, complementando a prevenção já existente na infância. O movimento aposta ainda no reforço da informação e formação junto de populações vulneráveis, profissionais de saúde e decisores políticos.

Para 2026, o MOVA definiu como prioridade promover uma reflexão estruturada sobre o papel da vacinação ao longo da vida, avaliando o estado atual e estabelecendo metas futuras. Entre estas incluem-se a redução da idade de comparticipação da vacina de alta dose contra a gripe, o reforço da vacinação contra a tosse convulsa e a avaliação do custo-efetividade da comparticipação da vacina VSR, das vacinas antialérgicas, da nova vacina pneumocócica e da vacina contra o herpes zoster, concluiu José Albino.