O corte da Estrada Nacional 110, no Casal da Misarela, entre Coimbra e Penacova, vai manter-se por tempo indeterminado, sem previsão de reabertura.
A informação foi confirmada após uma reunião entre a Câmara Municipal de Penacova e a empresa Infraestruturas de Portugal (IP), na sequência de uma avaliação técnica realizada no local.
O Notícias de Coimbra esteve no local do corte, onde é visível a interrupção total da circulação rodoviária. Segundo o gestor regional da Infraestruturas de Portugal, Nuno Gama, os técnicos concluíram que não existem condições de segurança para permitir a circulação, após uma avaliação no terreno.
Em causa está um deslizamento de terras classificado como severo, que compromete a plataforma da estrada. De acordo com a IP, a situação “só poderá ser devidamente resolvida e melhor avaliada quando as condições meteorológicas o permitirem”. A empresa facultou ainda à autarquia imagens captadas por drone que comprovam a gravidade do aluimento.
O presidente da Câmara Municipal de Penacova, Álvaro Coimbra, solicitou uma resposta célere por parte da Infraestruturas de Portugal, tendo em conta os transtornos significativos causados à população e aos transportes públicos. O autarca sublinha a importância estratégica da chamada Estrada do Rio, ligação fundamental entre Coimbra e Penacova, utilizada diariamente por muitos residentes que trabalham ou estudam na cidade de Coimbra.
Para mitigar os constrangimentos provocados pelo encerramento da via, a autarquia de Penacova disponibilizou transportes alternativos, assegurando a ligação entre Penacova e Coimbra aos habitantes da localidade.
O aluimento de terras ocorreu na noite de 21 de janeiro, no Casal da Misarela, no troço compreendido entre a Ribeira da Misarela e a Foz do Caneiro, muito próximo do Miradouro do Senhor Justo.
Para já, a Infraestruturas de Portugal reforça que não há qualquer previsão para a reabertura da EN110, mantendo-se o corte total da via devido ao elevado risco associado ao deslizamento.