Região

Autarcas satisfeitos com garantia de barragem de Girabolhos e obras na bacia do Mondego

Notícias de Coimbra com Lusa | 25 minutos atrás em 03-02-2026

Os autarcas de Coimbra, Soure e Montemor-o-Velho mostraram-se hoje satisfeitos com o anúncio de obras em toda a bacia do Mondego, bem como do lançamento do concurso público para a construção de barragem de Girabolhos, até final de março.

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“Queremos agradecer e saudar a senhora ministra pelo facto de finalmente alguém olhar para a bacia do Mondego na sua plenitude. Este é o único rio que está emparedado, mas com uma obra que já precisava de ser atualizada aos dias de hoje e, sobretudo, aos momentos que vivemos de alterações climáticas”, referiu a presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa.

A ministra do Ambiente e Energia anunciou hoje que o concurso público para a construção de barragem de Girabolhos, no concelho de Seia, vai ser lançado até final de março, estando ainda previstas obras em toda a bacia do Mondego.

“Nós vamos avançar com a barragem de Girabolhos. Vou fazer um despacho a solicitar à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para lançar o concurso de Girabolhos até ao final de março”, adiantou Maria da Graça Carvalho.

O anúncio foi feito a meio de uma reunião da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), dedicada ao ponto de situação no rio Mondego e à definição e articulação de medidas de mitigação e controlo de cheias na região, em que participou o presidente da APA e alguns presidentes de Câmara.

Aos jornalistas, Ana Abrunhosa sublinhou que o trabalho deve ser feito ao longo de toda a bacia do Mondego e não apenas no canal.

“Apesar de estarmos muito preocupados em Coimbra, estamos também muito preocupados com Montemor-o-Velho e com Soure, portanto, há uma região que está unida e nós sabemos pelo passado como Montemor e Soure são afetados”, apontou.

De acordo com a autarca, que se congratulou por “finalmente a barragem de Girabolhos vir a ser construída”, também o rio Ceira (afluente do Mondego) precisa de obra.

“Precisamos de fazer o desassoreamento do rio Mondego e cuidar de outros afluentes ao rio Mondego e isso é a bacia hidrográfica”, acrescentou.

Segundo a presidente da Câmara de Coimbra, se forem contabilizados os prejuízos causados todos os anos, “já tinham sido construídas várias barragens”.

O presidente da Câmara Municipal de Soure, Rui Fernandes, ficou satisfeito por haver determinação do Governo em fazer as obras que são necessárias. Por seu lado, enquanto presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, agradeceu o sinal de confiança deixado pela ministra do Ambiente e Energia aos habitantes da região.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros