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Resgate em Granja do Ulmeiro: Fuzileiros ajudam moradora cercada pelas águas

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 3 horas atrás em 03-02-2026

Um grupo de 24 fuzileiros da Marinha Portuguesa está a apoiar as populações da região de Coimbra, na sequência das chuvas intensas e do aumento do caudal do Rio Mondego.

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O posto de comando está instalado em Montemor-o-Velho, mas os militares estão distribuídos por Coimbra e Granja do Ulmeiro a realizar patrulhas de prevenção, vigilância e apoio à população.

“O nosso trabalho tem sido essencialmente de prevenção, vigilância e monitorização das áreas mais sensíveis, efetuando patrulhas e visitando vários pontos próximos da população, para tranquilizá-los e intervir caso seja necessário”, explicou o 1º tenente Guilherme Courela ao Notícias de Coimbra.

A equipa já teve de intervir em situações reais de risco. Esta noite, 3 de fevereiro, os fuzileiros em Granja do Ulmeiro ajudaram a evacuar uma moradora de uma habitação isolada pelas águas, utilizando viaturas pesadas e um bote. “Recebemos contacto por parte dos bombeiros e deslocámo-nos até à zona da senhora, que já estava inacessível por via terrestre, e procedemos à sua extração para uma zona segura”, contou.

Os militares trouxeram para a região um certo tipo de bote (tipo “zebra”), preparados para transportar até seis pessoas, e equipados com fatos secos que permitem operar em águas frias e condições meteorológicas adversas. “Este é o meio de projeção de excelência dos fuzileiros. Permite-nos chegar a locais isolados e retirar pessoas com segurança”, disse o responsável.

Apesar de estarem preparados para evacuações, o foco principal da operação tem sido prevenção e apoio à população. “Esperamos que não seja necessário intervir de forma mais intensa, porque isso significaria que há pessoas em apuros que precisam do nosso apoio”, afirmou.

Os fuzileiros portugueses já têm experiência em cenários complexos, incluindo incêndios em Pedrógão Grande e cheias noutras regiões do país, e integram planos de atuação a nível nacional. Em Coimbra, o grupo de 24 elementos está organizado com 12 militares em Montemor-o-Velho, 6 em Granja do Ulmeiro e 7 em Coimbra, mantendo a vigilância sobre as zonas mais sensíveis à subida do rio.