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Coimbra recebe corpo de vítima mortal causada pela tempestade Kristin

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 03-02-2026

Uma cidadã de nacionalidade moçambicana morreu em Portugal durante a passagem da tempestade Kristin, confirmou a embaixadora de Moçambique em Lisboa, adiantando que as autoridades locais estão a investigar o caso.

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“Confirmamos que deu entrada no hospital de Leiria [em Portugal] de um corpo de uma mulher de 28 anos, natural de Moçambique, em Maputo, que estava em Portugal há menos de um mês”, avançou a embaixadora moçambicana em Portugal, Stella Pinto, citada hoje pela comunicação social.

A diplomata avançou ainda que o corpo da vítima, natural de Maputo, foi transferido para o instituto de Medicina Legal da Coimbra, “por forma que pudesse ser conservado e, obviamente também se fazer a autopsia para identificar as causas da morte”, que coincidiu com a passagem da tempestade Kristin.

Nas mesmas declarações, a diplomata avançou que outros nove cidadãos moçambicanos estão internados desde 31 de janeiro, após inalarem um gás tóxico de um gerador que funcionava dentro da residência onde se encontravam, tendo sido atendidos no Hospital Bernardino Lopes de Oliveira, em Alcobaça, após serem socorridos pelo corpo de bombeiros locais. 

Portugal continental foi atingido, entre 22 e 28 de janeiro, por três tempestades consecutivas – Ingrid, Joseph e Kristin -, a última das quais deixou pelo menos dez mortos e um rasto de destruição sobretudo nos distritos de Leiria, Coimbra e Santarém.

O Governo decretou situação de calamidade até ao domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio no valor de até 2,5 mil milhões de euros.

A Lusa noticiou segunda-feira que a Proteção Civil portuguesa registou 1.327 ocorrências nas últimas 24 horas, elevando para um total de 11.839 desde que a tempestade Kristin atingiu Portugal continental, na quarta-feira passada.

A adjunta de operações do comando nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), Daniela Fraga, referiu as quedas de árvores e estruturas, as inundações e movimentos em massa foram as ocorrências mais frequentes, sobretudo, nas regiões de Coimbra, Leiria, Oeste, Lisboa e Beira Baixa.

Para os próximos dias está previsto vento forte e agitação marítima, sendo o mau tempo agravado pela depressão Leonardo, segundo a adjunta de operações da ANEPC.

Daniela Fraga alertou ainda para a ocorrência de inundações em zonas urbanas, de cheias e instabilidade de vertentes, conduzindo a deslizamentos, derrocadas, entre outras consequências.

Ainda dentro dos efeitos expectáveis da depressão, está o piso escorregadio, possíveis acidentes na orla costeira e arrastamento para vias rodoviárias de objetos soltos ou desprendimento de estruturas móveis.