A Câmara Municipal de Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, revelou hoje que os prejuízos em infraestruturas e equipamentos do município, provocados pela depressão Kristin, rondam 2,5 milhões de euros (ME).
Registaram-se, entre outros, desabamentos de vários taludes e estradas, danos na cobertura da bancada do campo municipal, estaleiro e pavilhão gimnodesportivo, no Centro de Acolhimento de Negócios e Centro de Formação do IEFP, pontes pedonais de Segade, sinalização vertical e percursos pedestres, indicou a autarquia num comunicado enviado à Lusa, em que deu conta da avaliação preliminar dos serviços municipais.
No património habitacional privado, estima-se que entre 400 e 500 casas tenham sofrido danos ligeiros ou moderados, como perda de telhas, painéis solares danificados, ou impactos de árvores ou outros objetos.
Já entre 10 e 20 habitações registaram danos severos, com coberturas destruídas ou comprometimento das estruturas.
Segundo a autarquia, poderão existir danos significativos noutras infraestruturas, como, por exemplo, a Ponte dos Braços, “mas cuja aferição não foi ainda possível devido às condições meteorológicas”.
“O movimento associativo do concelho também sofreu com a tempestade Kristin, com danos estimados em 380 mil euros, sobretudo relacionados com coberturas de edifícios”, acrescentou.
No Parque Empresarial da Pereira, entre cinco e oito pavilhões registaram danos severos nas coberturas e várias empresas do concelho sofreram “danos significativos”.
A cobertura da igreja matriz de Miranda do Corvo sofreu também danos.
“Também a infraestrutura da E-redes foi severamente afetada no concelho de Miranda do Corvo, havendo ainda várias habitações sem energia”, concluiu.
Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.