Desporto
Federação Portuguesa de Futebol cria Fundo de Catástrofes de 100.000 euros para apoio a clubes afetados
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) vai abrir um Fundo de Catástrofes de 100.000 euros para apoio aos clubes afetados pelo mau tempo, foi hoje anunciado após a primeira reunião da Comissão Coordenadora para as Emergências no Futebol.
Além da abertura deste fundo, aquela Comissão decidiu alocar parcialmente a receita do jogo particular da seleção nacional AA a realizar no feriado de 10 de junho, cujo adversário ainda não é conhecido, às Associações Distritais e Regionais (ADR’s) e aos clubes afetados, informa a FPF, em comunicado.
Esta comissão propõe-se ainda a fazer a articulação e o acompanhamento com o Governo dos “meios do Banco de Fomento a canalizar para as entidades desportivas afetadas”, assim como com “a Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro do País”.
Está ainda prevista a realização de uma reunião da Direção da FPF na Associação de Futebol de Leiria em 20 de fevereiro, altura em que serão visitados os equipamentos desportivos afetados pelo mau tempo, além do acompanhamento das ADR’s e clubes com danos.
A Comissão Coordenadora para as Emergências no Futebol junta a FPF, o Sindicato dos Jogadores, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a Associação Nacional de Treinadores de Futebol e a Mesa do Plenário das Associações Distritais e Regionais de Futebol.
“O objetivo do encontro [de hoje], e da ativação desta comissão, passa por dar resposta às graves consequências das fortes tempestades que atingiram o país nos últimos dias, com particular devastação na Região Centro, nomeadamente necessidades operacionais dos clubes, jogadores e infraestruturas danificadas, bem como estabelecer linhas de ação estruturais para prevenir e mitigar impactos de situações semelhantes no futuro”, refere a FPF.
A Comissão Coordenadora para as Emergências no Futebol irá continuar “a reunir de forma periódica para um acompanhamento e monitorização desta e de outras situações que possam surgir, garantindo e reforçando o seu papel de solidariedade institucional e continuando a trabalhar em estreita articulação para apoiar a recuperação das comunidades e infraestruturas desportivas afetadas”, concluiu a nota.
Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.