Política

José Manuel Pureza alerta para empresas fragilizadas e pede que combate ao pacote laboral “não arrefeça” 

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 02-02-2026

 O coordenador nacional do BE realçou hoje a importância de combater o pacote laboral do Governo num contexto em que empresas e trabalhadores já se encontram fragilizados após a tempestade Kristin, apelando a que o tema “não arrefeça”.

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“É justamente porque a tempestade é um fator adicional para a fragilização das empresas e dos trabalhadores dessas empresas, é também por isso que é tão importante haver um clima de respeito pelos direitos de quem trabalha, que impeça a desmotivação de quem está no mundo do trabalho”, realçou José Manuel Pureza.

Após uma reunião com a UGT, em Lisboa, sobre o anteprojeto do Governo PSD/CDS-PP que pretende alterar a legislação laboral, José Manuel Pureza considerou que o combate ao pacote do executivo será “um processo longo, com várias etapas” e o compromisso do BE é o de fazer tudo “para não permitir que o tema arrefeça no debate público”.

O coordenador nacional dos bloquistas antecipou uma “crise social gravíssima” causada pelas consequências da tempestade Kristin, principalmente em “empresas de pequena dimensão que ficaram arrasadas e que não têm capitalização suficiente para se reerguerem”, fazendo a ponte com o combate ao pacote laboral, que pode desmotivar ainda mais empresas e trabalhadores.

“Desmotivação é o telhado que foi arrasado, desmotivação é a empresa que ficou completamente destruída. Isso é desmotivação. Se a isso o Governo decide acrescentar a desmotivação que decorre de condições de trabalho que são penosas, de falta de pagamento, de horas extraordinárias, de eternização da precariedade, de um ‘outsourcing’ que serve para despedir e depois recontratar em condições mais desvantajosas para os trabalhadores, se assim for, o Governo bem pode clamar por motivação das pessoas”, argumentou.