Região

“Está uma lástima”. Centenas de árvores arrancadas e partidas nos Baldios de Vila Nova em Miranda do Corvo

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 02-02-2026

Imagem: Floema/ Facebook

Centenas de árvores foram arrancadas e partidas nos Baldios da Freguesia de Vila Nova, concelho de Miranda do Corvo, durante a passagem da depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa o seu presidente, José João Jesus.

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“Isto está aqui uma lástima. Nos cerca de 600 hectares dos baldios, temos centenas e centenas de árvores arrancadas e todas partidas. Partiram muitas árvores a um/dois metros de altura”, lamentou.

Ainda sem conseguir contabilizar os prejuízos, o responsável pelos Baldios da Freguesia de Vila Nova, no distrito de Coimbra, disse que “a prioridade é retirar a madeira que está a obstruir as estradas, sobretudo as principais, e tentar vender a que está caída”.

Uma parte dos 600 hectares dos baldios integra o Sítio de Interesse Comunitário Serra da Lousã – Rede Natura 2000, muito procurado pelas suas paisagens, trilhos e percursos pedestres.

“Os acessos estão a ficar disponíveis para a visitação”, avançou José João Jesus, estimando que a normalidade esteja reposta “num mês ou dois”.

Além das árvores caídas e partidas, a depressão Kristin provocou danos nos telhados do Observatório Astronómico, da Casa do Guia e do parque das Mestrinhas, acrescentou.

Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.