Região

 Penacova voltou a sentir falhas de energia em aldeias por causa do vento

Notícias de Coimbra com Lusa | 4 horas atrás em 02-02-2026

Imagem: depositphotos.com

O município de Penacova registou hoje falhas de energia elétrica em algumas aldeias devido ao vento, numa altura em que ainda faz o levantamento dos prejuízos da depressão Kristin, mais sentido na queda de árvores e rede viária.

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“Nós, 48 horas após a depressão, tínhamos todas as aldeias já com energia reposta, mas esta noite, com o vento forte, voltou a falhar em algumas aldeias”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara, Álvaro Coimbra, sem conseguir, neste momento, concretizar quantas localidades e adiantando que os piquetes da E-Redes já estão no local a tentar resolver a situação.

No domingo, este município do distrito de Coimbra alertou a população para a possibilidade de agravamento das cheias na bacia hidrográfica do rio Mondego, em especial nas zonas historicamente mais vulneráveis, por causa das previsões meteorológicas e hidrológicas.

“O rio até baixou o caudal. Nós encerrámos preventivamente a ponte de Louredo, que atravessa o rio Mondego, no domingo, mas estamos até a reavaliar a possibilidade de reabrir porque o caudal do rio baixou”, afirmou, no entanto, o autarca.

Sobre as consequências da depressão Kristin da semana passada, Álvaro Coimbra disse que o concelho não teve “danos muito graves”, aproveitando para prestar a sua solidariedade com outros concelhos mais afetados.

“Largas dezenas de quedas de árvores, muitos deslizamentos de terras e taludes, a nossa rede de estradas está bastante afetada com essa situação, mas a grande maioria delas está transitável”, elencou.

Lembrando que a Estrada Nacional (EN) 110, que liga Penacova a Coimbra, permanece encerrada ao trânsito, mas devido a um deslizamento de terras que ocorreu dias antes da passagem da depressão Kristin pelo território.

“Tivemos também notícia de quatro a cinco habitações com telhados parcialmente danificados, mas ainda estamos a fazer o levantamento”, referiu, adiantando que foi disponibilizado um formulário para que moradores e empresas possam reportar esses danos e o município possa ter um relatório mais completo da situação.

Sobre os danos nos telhados, disse que foram situações que tiveram “apoio imediato” dos serviços de ação social do município e que não houve necessidade de realojar.

“Telhados que foram danificados apenas parcialmente e são situações que estão a ser todas solucionadas”, frisou.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caírem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.