A Cruz Vermelha Portuguesa vai instalar, no Pavilhão Municipal de Pombal, uma zona para acolher temporariamente até 100 pessoas desalojadas devido à tempestade, e uma estrutura no Estádio Municipal de Leiria para apoiar os operacionais no terreno.
Em comunicado, a organização explica que a estrutura instalada em Pombal, com capacidade para uma centena de pessoas, permitirá dar resposta a situações de desalojamento temporário, garantindo abrigo, apoio humanitário básico e o encaminhamento das pessoas afetadas em articulação com as autoridades locais e a Proteção Civil.
No Estádio Municipal Doutor Magalhães Pessoa, em Leiria, a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) vai instalar uma estrutura móvel com capacidade para 150 pessoas, que dará apoio aos operacionais que estão a trabalhar no terreno.
Aquele espaço servirá de abrigo para descanso programado e rotatividade das equipas dos bombeiros, proteção civil municipal, forças de segurança, equipas logísticas e voluntários.
Durante a manhã de hoje, a CVP deverá também receber cerca de 3.000 lonas, disponibilizadas em articulação com a Cruz Vermelha Espanhola, para apoio imediato às estruturas habitacionais afetadas.
O material será entregue na Plataforma Logística de Emergência Nacional da CVP, em Souselas (Coimbra), e distribuído em articulação com a Proteção Civil, priorizando as famílias em situação de maior vulnerabilidade.
Na resposta à crise provocada pela depressão Kristin, a organização humanitária vai ativar também o Programa de Restabelecimento de Laços Familiares, para apoiar pessoas que ficaram sem contacto com familiares, ajudando a restabelecer comunicações, localizar familiares e facilitar a reunificação familiar, em coordenação com as estruturas oficiais no terreno.
Foi igualmente ativado o Fundo Nacional de Emergência, através da plataforma “Portugal Precisa de Si”, disponível na página oficial da CVP, onde serão centralizados os apoios e direcionados para as necessidades mais urgentes identificadas no terreno.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.