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A partir de março, TAP vai retomar voos para a Venezuela

Notícias de Coimbra | 2 horas atrás em 30-01-2026

A TAP vai retomar os voos para a Venezuela a 30 de março, depois de uma suspensão iniciada em novembro de 2025 devido a riscos de segurança e tensões políticas na região, disse fonte oficial da empresa à Lusa.

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A interrupção dos voos ocorreu na sequência de alertas emitidos pelos Estados Unidos e por Espanha, que recomendavam cautela ao sobrevoar o espaço aéreo venezuelano, numa altura marcada pelo aumento da atividade militar e pelo clima de instabilidade política.

Pouco tempo depois, as autoridades venezuelanas revogaram as licenças de operação de várias companhias internacionais, incluindo a TAP, acusando-as de se terem “unido a atos de terrorismo” promovidos pelos Estados Unidos, o que gerou críticas de organizações de aviação e dificultou a retoma dos voos.

Na altura, a TAP justificou a suspensão com a falta de condições de segurança, tanto por critérios internos como pelo regulador nacional, e garantiu que manteria o objetivo de continuar a servir a diáspora portuguesa na Venezuela assim que fosse seguro.

“A TAP voa há quase 50 anos para a Venezuela e quer continuar a servir a comunidade e a diáspora nacional naquela região”, referiu à data a companhia aérea.

O contexto mudou em janeiro de 2026, depois de uma operação militar norte-americana que resultou na captura do Presidente Nicolás Maduro, abrindo caminho à reabertura gradual do espaço aéreo venezuelano e à retoma das ligações comerciais internacionais.

Na quinta-feira, 29 de janeiro, o Presidente dos Estados Unidos anunciou que vai reabrir o espaço aéreo comercial da Venezuela, permitindo que cidadãos norte-americanos possam visitar o país “muito em breve”.

Donald Trump informou que instruiu o secretário dos Transportes, Sean Duffy, e os responsáveis militares a procederem à abertura do espaço aéreo ainda durante o dia.

No início da semana, o Governo norte-americano notificou o Congresso sobre os primeiros passos para uma eventual reabertura da embaixada dos EUA em Caracas, dentro de um processo de normalização gradual das relações bilaterais após a operação militar que depôs Maduro.