O Notícias de Coimbra foi até ao Cabouco, no concelho de Coimbra, para acompanhar os estragos deixados pelas recentes inundações do rio Ceira.
No Café O Tolan, estabelecimento tradicional da aldeia, a proprietária Lurdes Antunes relata os danos e a luta diária para recuperar o espaço. “É sempre todos os anos. Desta vez foi pior. Desde que estou aqui, esta foi a maior cheia em 14 anos”, contou, mostrando as arcas e o frigorífico submersos.
A água entrou no café até aos balcões, destruiu produtos e equipamentos. Segundo a mulher, as arcas com carnes estão completamente inutilizadas e parte do mobiliário foi arrastada pela corrente.
“A água foi para dentro das arcas, já mandei as carnes todas fora. Aquela arca também tombou, também já mandei tudo fora. Às vezes apetece desistir… ”, confessou.
Apesar dos estragos, mantém o café aberto para servir a comunidade: “As pessoas vêm buscar pão, vêm conversar, mesmo que tenham ficado sem eletricidade. Agora vamos limpando tudo, com um bocado de receio, mas vamos tentando.”
Os trabalhos de limpeza são feitos em conjunto com amigos e familiares, tentando minimizar os danos e preparar o espaço para novas inundações.
As cheias do rio Ceira repetem-se quase todos os anos, mas esta última marcou pela intensidade, elevando a água a 1,70 metros dentro do café. A situação deixa marcas profundas na comunidade, que luta para recuperar não apenas os espaços físicos, mas também a normalidade do dia a dia.
“Depois da tempestade, esperamos que venha a bonança. Vamos acreditar que sim”, concluiu, mostrando resiliência apesar da destruição.
Atualmente, a limpeza segue a todo o vapor, com lama e resíduos espalhados pelo espaço, enquanto a comunidade permanece atenta à evolução do nível do rio, consciente de que novas chuvas podem agravar a situação.
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