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É neste dia que chega a próxima tempestade. Prepare-se!

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 3 horas atrás em 30-01-2026

Imagem: CNN

Portugal continua a sentir os efeitos de um Atlântico particularmente ativo. Após várias tempestades consecutivas — Ingrid, Joseph e a mais recente e destruidora Kristin — a chuva não dá tréguas, e uma nova depressão vai chegar ao país já no domingo, trazendo precipitação forte e generalizada, especialmente na madrugada de segunda-feira.

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Segundo a Meteored,os distritos de Portalegre, Santarém e Évora serão os mais expostos nesta fase, embora sem acumulados horários significativos.

A trégua será curta. A partir das 7:00 de sexta-feira, a nebulosidade vai voltar a aumentar em todo o país. No Norte, a madrugada será marcada por chuva fraca nos distritos costeiros de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e Coimbra. A partir das 9:00, a precipitação intensifica-se e avança para o interior Norte e Centro, com acumulados horários que localmente poderão ultrapassar os 7 mm/h.

A Serra da Estrela poderá registar queda de neve acima dos 1100/1200 metros, com valores horários de até 6 cm. O vento também se intensificará: rajadas até 100 km/h na Serra da Estrela e até 70 km/h na faixa costeira do Norte e Centro.

“Durante a noite, à medida que a chuva continuar a afetar o Norte, a neve poderá voltar a cair nos distritos de Vila Real, Braga e Viana do Castelo, prolongando-se até às primeiras horas de sábado”, afirmam os meteorologistas.

O primeiro dia de fevereiro deverá ter uma redução significativa da precipitação, mas a estabilidade será temporária. Durante a madrugada e manhã de domingo, um novo sistema frontal trará novamente chuva ao território, com início no Algarve a partir das 17:00 e progressão para o resto do país.

“Embora chegue no domingo, será durante a madrugada de segunda-feira que esta tempestade terá o maior impacto, com chuvas fortes e ventos intensos, marcando o início de mais um episódio meteorológico adverso em Portugal continental”, alerta o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O fenómeno é impulsionado por um núcleo depressionário muito bem definido a noroeste da Península Ibérica, com isóbaras próximas, sinal claro de gradiente de pressão acentuado. Esta configuração favorece vento muito forte e canaliza grandes quantidades de humidade atlântica para Portugal, com maior intensidade no litoral e regiões do Norte e Centro.