Política

Montenegro diz em Coimbra: “Efeitos da tempestade serão vultuosos, mas sairemos mais fortes”

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 hora atrás em 29-01-2026

O primeiro-ministro visitou várias zonas afetadas pela depressão meteorológica na região de Coimbra e falou com a imprensa sobre os esforços do Governo e das autoridades locais para minimizar os impactos.

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Questionado sobre os efeitos das visitas ao Aeródromo, Choupalinho e outros locais da região, afirmou: “Em primeiro lugar, eu aproveito para reiterar o nosso agradecimento e reconhecimento pelo esforço notável, incansável de todos quantos no terreno. Estão a diminuir o sofrimento e os impactos negativos para a vida das pessoas, das famílias portuguesas, das instituições, das empresas, dos serviços públicos.”

O chefe do Governo salientou a coordenação com autarcas e operacionais locais: “Os autarcas têm estado em contacto connosco, coordenando todos os mecanismos de proteção civil, reposição das condições mínimas de tráfego rodoviário e pedonal, também ferroviário, e fazendo acompanhamento social de todas as famílias com maiores dificuldades.”

Montenegro destacou ainda a dimensão dos efeitos da tempestade: “Os efeitos desta depressão serão muito vultuosos, mais do que aquilo que era expectável no início. Mas também serão uma outra prova de superação que estará diante de nós… Todos teremos de colaborar agora, nestes dias e nas próximas semanas e meses, para nos reerguermos, para podermos sair daqui mais fortes, com infraestruturas fortalecidas e aprendizagem para estarmos mais preparados para cenários de adversidade extrema.”

Sobre a resposta do Governo e a ajuda internacional: “Estamos já em contacto com a Comissão Europeia e com o gabinete da Presidente da Comissão Europeia para desenhar formas de financiamento que ajudem pessoas, famílias, empresas e entidades públicas a superarem este momento. Temos perfeita noção de que o mais importante é o bem-estar das pessoas.”

Sublinhou ainda a necessidade de agir rapidamente na reposição de serviços essenciais: “Todas as entidades públicas, juntas de freguesia, câmaras municipais, empresas públicas e institutos públicos estão a acelerar procedimentos. Em situações de exceção, impõe-se um regime de exceção, para podermos repor a situação de forma célere e eficaz.”

Questionado sobre a crítica ao decreto tardio do estado de calamidade, o governante respondeu: “Não houve nada que tivesse ficado por fazer por não estar decretada a situação de calamidade… A prontidão das nossas forças e a coordenação funcionaram como se estivéssemos já em situação de calamidade.”

Por fim, reforçou a importância da comunicação com a população e da antecipação das medidas preventivas: “Estamos a pôr todas as nossas forças no terreno, através de bombeiros, forças e serviços de segurança, GNR, forças armadas, câmaras municipais e proteção civil, para dar a maior tranquilidade possível às pessoas… Estamos a antecipar os efeitos da pluviosidade da próxima semana para diminuir impactos que poderão ser inevitáveis.”

O líder do Governo garantiu que o esforço continuará nas próximas semanas, com apoio aos afetados, reconstrução de infraestruturas e acompanhamento das cadeias de produção e abastecimento prejudicadas pela tempestade.