Região

Tábua atenta à subida da água em rios e ribeiras

Notícias de Coimbra com Lusa | 38 minutos atrás em 29-01-2026

O presidente da Câmara Municipal de Tábua, Ricardo Cruz, disse hoje que a autarquia está atenta à uma subida do volume de água em rios e ribeiras do concelho, devido ao mau tempo.

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Devido à “precipitação elevadíssima”, o rio Alva “já apresenta situações de rutura relativamente à ultrapassagem do nível das terras e já está a entrar nas nossas instalações, nomeadamente na Praia Fluvial da Ronqueira”, estando o rio Cavalos também a ser monitorizado, disse o edil.

Em declarações à agência Lusa, o autarca salientou que a preocupação agora será minimizar os impactos da situação e tentar salvaguardar os munícipes sobre essas matérias.

Ao fim da manhã, Ricardo Cruz afirmou que os impactos da depressão Kristin em Tábua, “comparativamente com alguns concelhos”, não foi “tão grande, tão severo”.

“Ainda assim, tivemos aqui várias questões, desde telhados, infraestruturas municipais, cortes de estrada”, até danos em explorações de animais, referiu.

Nalgumas explorações – sendo Tábua uma região demarcada do queixo Serra da Estrela, com um nível de atividade pecuária “bastante elevada” e espaços que alojam “inúmeras centenas de ovelhas” -, estruturas de alojamento de animais foram danificadas.

Entretanto, a autarquia, em parceria com a União de Freguesias de Ázere e Covelo e a Associação Nacional De Criadores De Ovinos Da Serra Da Estrela (ANCOSE), já encontraram soluções para abrigar temporariamente os animais.

Segundo avançou o edil, até por volta das 12:00, não havia registo de desalojados.

“As equipas ainda se encontram no terreno”, tendo sido requeridos geradores, “no sentido também de alguma falha de energia”, apesar de apenas “duas ou três” situações deste tipo terem sido reportadas.

A atuação das equipas começou cedo para desbloquear as estradas, monitorizar e garantir transportes às escolas e jardins de infância, tendo as infraestruturas de ensino sido verificadas e assegurado que “não apresentavam risco para o normal funcionamento”.

O líder camarário recordou todo o trabalho que foi feito pelos serviços e autoridades de preparação, na passagem de terça para quarta-feira, informando que o pior momento para o concelho foi registado por volta das 05:00 da manhã.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território do continente, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo anunciou que vai decretar situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela tempestade.