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Várias freguesias de Montemor-o-Velho mantêm-se sem energia elétrica

Notícias de Coimbra com Lusa | 48 minutos atrás em 29-01-2026

 As infraestruturas elétricas do município de Montemor-o-Velho, no Baixo Mondego, foram os equipamentos mais atingidos pela passagem da depressão Kristin, na madrugada de quarta-feira, existindo várias freguesias que se mantêm às escuras, disse hoje o presidente da Câmara.

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“Ontem [quarta-feira], ao fim do dia, tínhamos mais de 50% da eletricidade restabelecida, o que apontava para a possibilidade de haver aulas no concelho e o abastecimento dos lares de idosos e centro de saúde, também com geradores. Mas hoje, pela manhã, houve três freguesias [Montemor-o-Velho, Carapinheira e Meãs do Campo] onde a eletricidade quebrou novamente”, disse à agência Lusa José Veríssimo.

Se na sede do concelho a energia já voltou a ser reposta, ao final da manhã, o autarca disse esperar que na Carapinheira e Meãs do Campo o mesmo aconteça ao longo do dia.

No entanto, e apesar dos meios da E-Redes estarem no terreno, acompanhados pela Proteção Civil e funcionários municipais, mantêm-se sem eletricidade, desde a madrugada de quarta-feira, quatro freguesias e parte do território de outras duas.

São estas Abrunheira e parte de Pereira, na margem esquerda do Mondego, a sul de Montemor-o-Velho, e Seixo de Gatões, Liceia, parte de Arazede e Tentúgal, a norte e a leste.

Perante a situação, o município decidiu manter as aulas em Arazede, mas não nas restantes freguesias onde a eletricidade falhou novamente ou ainda não foi regularizada.

“Recolhemos as crianças, garantimos-lhes o almoço e o apoio necessário, mas não as aulas”, explicou José Veríssimo.

O autarca disse ainda que a situação de falta de energia está a impactar uma das mais importantes indústrias do concelho – uma fábrica de batata frita, localizada em Tentúgal, “que está em vias de ser a maior da Península Ibérica, com uma grande obra que estão a fazer, e está sem eletricidade há quase dois dias”, lamentou.

Pelo menos seis pessoas morreram em consequência da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, que deixou um rastro de destruição e causou feridos e desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria, por onde a depressão entrou no território continental, Coimbra, Santarém e Lisboa.

A tempestade provocou quedas de árvores e de estruturas, o corte e o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.