Economia

Estas são as 6 tendências de pagamento que vão marcar 2026

Notícias de Coimbra | 24 minutos atrás em 29-01-2026

Com o novo ano à porta, a Mastercard identifica as que serão  as principais tendências no âmbito dos pagamentos para 2026, um ano que será marcado  pela simplificação dos meios de pagamentos e pelo reforço da segurança nas interações  digitais. 

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Nos últimos anos, tem-se assistido a uma forte transformação do ecossistema de  pagamentos: o pagamento por aproximação (Tap To Pay) tornou-se ainda mais  frequente, as instituições financeiras tradicionais estão a explorar a tecnologia blockchain,  a inteligência artificial generativa assume um papel cada vez mais relevante na prevenção  e combate à fraude… Esta evolução reduziu significativamente as barreiras geográficas ao comércio global, transformou o acesso imediato ao dinheiro e aos pagamentos numa exigência e não num valor acrescentado, e levou à substituição progressiva dos cheques e  das carteiras físicas por soluções digitais, especialmente entre os mais jovens. 

A convergência destas e de outras tendências, desde os avanços na inteligência artificial ao crescimento das criptomoedas, está a expandir as opções de pagamento disponíveis a  um ritmo cada vez mais acelerado. Esta evolução não só cria formas de pagamento, como  também redefine a forma como o dinheiro circula, como se constrói a confiança e como  se cria valor. Se há uma tendência que irá definir 2026, é a forma como os pagamentos  se estão a tornar cada vez mais personalizados, preditivos e interoperáveis entre  plataformas de pagamento tradicionais e novas soluções emergentes. 

Paralelamente, o trabalho de construir infraestruturas, de definir normas e de  estabelecer parcerias para suportar estas novas experiências começa a dar frutos. 

Neste contexto, a Mastercard identifica 6 tendências que poderão influenciar a forma de pagamento em 2026: 

1. Um comércio agêntico seguro (Agentic Commerce): Em 2025, a IA generativa  demonstrou rapidamente ser mais do que um simples motor de recomendação,  com a promessa de que agentes impulsionados por IA passariam a gerir  transações em nome dos consumidores e das empresas. Em 2026, o comércio  agêntico irá expandir-se e, de forma crucial, também os mecanismos de proteção,  facilitando e tornando mais segura a sua integração nos fluxos transacionais. A  indústria irá concentrar-se na verificação da legitimidade dos agentes, no reforço  da autenticação, na redução de fraude e na captação da intenção do utilizador nos  casos em que uma transação de IA não decorra como previsto. O comércio pode  ser automatizado, mas a confiança não. 

2. Conexão das criptomoedas com o comércio fiduciário: A trajetória vertiginosa das  criptomoedas pode ser considerada a grande história financeira do início do século  XXI, mas a sua implantação assim como o investimento tem-se revelado difícil de  alcançar. O último ano e meio trouxe maior clareza regulamentar nos Estados  Unidos e na Europa relativamente às stablecoins (criptomoedas indexadas a  moedas governamentais), criando a confiança necessária para a sua adoção pelo  setor financeiro. Em 2026, espera-se uma maior colaboração entre os diferentes  intervenientes do ecossistema, o que facilitará e tornará mais seguros os  pagamentos e a movimentação de dinheiro com criptomoedas, desde a simplificação dos pagamentos para carteiras de stablecoins, à possibilidade de  compras on-chain de stablecoins e bitcoins, bem como a simplificação das  liquidações entre fronteiras e moedas diferentes. 

3. Reforço da aposta na identidade digital: Um estudo recente da Mastercard sobre  cibercriminalidade revelou que 80% dos consumidores a nível mundial foram alvo  de uma tentativa de fraude no último ano. À medida que o ecossistema digital  continua a expandir, torna-se cada vez mais essencial que empresas e  consumidores saibam em quem podem confiar. Para o crescimento do  ecossistema digital será essencial contar com ferramentas de verificação de  identidade mais sólidas, que permitam também comprovar a identidade (e  confirmar a identidade das pessoas com quem se interage) de forma mais rápida  e simples. 

Em 2026, vão ver-se carteiras de identidade digital que facilitarão o acesso a  serviços financeiros, governamentais e outros, incluindo a verificação de idade,  bem como uma aceleração na capacidade de criar identificadores verificados para  transações criptográficas, eliminando assim a necessidade de endereços  complexos que estão frequentemente associados a situações de fraude. 

A expansão dos serviços de identificação digital para mercados em  desenvolvimento poderá ainda acelerar a inclusão na economia digital. Em suma: uma identidade digital que resulta de forma tão natural e fiável como o ato de  efetuar um pagamento. 

4. Redefinição do consumo na era circular: Um estudo da Mastercard demonstra que  um número crescente de consumidores, liderado pela Geração Z, está a adotar um  modelo de economia circular, que privilegia a utilização máxima dos recursos e que  se baseia na reutilização, revenda e reparação. Este movimento cria a  oportunidade de estabelecer ciclos de pagamento regenerativos, nos quais as  transações permitem e incentivam opções mais sustentáveis (através de  microtransações e de pagamentos seguros e simples entre particulares) como  modelos de recarga, programas de recolha e depósito e devolução de artigos  reutilizáveis. 

Para o consumidor, trata-se de um círculo virtuoso, que torna a devolução de uma  chávena tão simples quanto a sua utilização única; para os retalhistas, existem  igualmente benefícios, desde a redução dos custos de embalagem até um aumento da fidelização.

5. Personalização dos pagamentos: benefícios e riscos: Os pagamentos e a banca  estão a adaptar-se ao consumidor, e não o contrário. Em 2026, prevê-se um  crescimento nas ferramentas personalizáveis de acordo com os próprios hábitos  de consumo e objetivos financeiros. Isto inclui credenciais de pagamento que vão  permitir definir regras sobre a forma como se pretende pagar (como crédito para  compras de maior valor ou débito para despesas do quotidiano): conveniência, mas  com limites. 

Com base na informação recolhida a partir de milhares de milhões de transações  (quase 160 mil milhões em 2024), a Mastercard disponibiliza também conteúdos  personalizados e ofertas muito mais ajustadas para o momento certo. As  pequenas empresas e aquelas com histórico de créditos limitados poderão  beneficiar do acesso dos financiadores a informação mais detalhada, análises  avançadas e dados financeiros abertos e autorizados, permitindo uma avaliação  mais rigorosa da solvabilidade dos candidatos a crédito. 

6. Facilitar a economia instantânea para todos, em todo o lado: O pagamento em  loja poderá tornar-se ainda mais fluido com soluções biométricas (sorria!),  enquanto o pagamento online com um único clique estará ao alcance até 2030,  graças à aceleração da tokenização a nível global, eliminando a introdução manual  de números de cartão e palavras-passe estáticas. 

Do lado dos comerciantes, os pagamentos em tempo real estão a tornar-se uma  realidade, à medida que o Mastercard Transaction Stream, a nova tecnologia de  processamento que permite liquidação em tempo real e pagamentos no próprio  dia, continua a ser implementado, libertando capital para as empresas. E com a  previsão de que os pagamentos transfronteiriços globais ultrapassem os 250  biliões de dólares em 2027, é expectável um aumento da inovação e do  investimento neste domínio, desde remessas baseadas em identificadores para  simplificar o envio de dinheiro para entes queridos no país de origem, até à  expansão de capacidades transfronteiriças rápidas, seguras e transparentes que,  entre outros benefícios, permitirão às pequenas empresas aceder ao mercado  global.