Região

Três famílias ficaram desalojadas em Condeixa-a-Nova

Notícias de Coimbra com Lusa | 27 minutos atrás em 28-01-2026

Três famílias ficaram desalojadas no concelho de Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, devido à depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa a presidente da Câmara.

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“Tivemos três famílias desalojadas, mas que já se encontram protegidas junto dos seus familiares ou vizinhos”, indicou Liliana Pimentel.

Em todo o concelho foram registadas 158 ocorrências, das quais 44 já se encontram resolvidas, sem danos humanos a registar.

A maior parte das ocorrências está relacionada com o levantamento de telhados, queda de árvores, quebra de estruturas e inundações.

No concelho de Condeixa-a-Nova, há apenas energia elétrica e telecomunicações no centro da vila.

Na quinta-feira, apenas vai abrir o Centro Educativo da vila e a Escola Básica n.º 1, conhecida como Escola Azul, para as atividades de tempos livres e para onde se podem dirigir “todas as crianças inscritas em ATL fora da vila”, segundo a autarca.

“Todas as ATL que estavam a decorrer fora da vila, na periferia, não vão abrir, porque não há condições nessas escolas”, afirmou.

Foi ainda ativado hoje, no edifício da Câmara Municipal, um gabinete de apoio a munícipes e empresas para que possam solicitar ajuda para averiguar instrumentos que possam ser ativados ou acionar os prémios de seguro.

“Os que não tiverem a cobertura de seguros, iremos ver, atendendo à situação de cada pessoa em particular, como é que a Câmara Municipal poderá resolver”, acrescentou.

Liliana Pimentel indicou ainda ter sido solicitado à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro e à Comunidade Intermunicipal (CIM) Região de Coimbra “que possam ativar o Fundo de Emergência Municipal para os concelhos que foram mais alvo de estragos”.

A autarca estimou que os danos verificados no concelho devido à depressão Kristin “são maiores do que, por exemplo, da tempestade Leslie”.

“Foram muito mais as ocorrências e os estragos, apesar de, na tempestade Leslie, termos tido um grande estrago na cobertura das nossas piscinas municipais. Agora tivemos maior quantidade em diferentes edifícios. Ainda não conseguimos avaliar em termos contabilísticos o valor financeiro”, referiu.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causou cinco mortos e vários desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.