A Região Metropolitana de Coimbra (RMC) pediu hoje ao Governo uma averiguação rápida dos prejuízos provocados pela passagem da depressão Kristin e manifestou a sua solidariedade aos municípios e populações que foram afetados.
Em comunicado, a RMC referiu que tem estado a acompanhar a situação “em regime de permanência no Centro de Coordenação Operacional Sub-regional e através do empenho das equipas de sapadores florestais”.
“Desde o início da noite de ontem [terça-feira], todos os Serviços Municipais de Proteção Civil da Região Metropolitana de Coimbra estão coordenados para resolver as situações mais urgentes, contando inclusive com o apoio de grupos de reforço vindos de outros distritos da Região Centro”, acrescentou.
Cerca das 17:30, estavam ativos o Plano Distrital de Emergência e Proteção Civil e nove planos municipais, nos concelhos de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Lousã, Mira, Miranda do Corvo, Pampilhosa da Serra, Penela e Soure.
“Estão registadas centenas de ocorrências nos 19 municípios da RMC, nomeadamente quedas de árvores, movimentos de massa, quedas de estruturas e danos em edifícios públicos”, referiu, acrescentando que, “até ao momento, não há registo de qualquer vítima” na sua área de jurisdição.
Segundo a RMC/Comunidade Intermunicipal, há “inúmeras freguesias sem energia elétrica”, estabelecimentos de ensino encerrados em dez municípios, serviços públicos sem condições de funcionamento e “constrangimentos em várias estradas sob avaliação”.
Esta entidade apelou à paciência da população enquanto os agentes operam no terreno e garantiu que “continuará a acompanhar os acontecimentos, estando totalmente disponível para dar resposta à situação atual que se vive no território”.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou quatro mortos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
A Proteção Civil está em estado de prontidão especial de nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.