A passagem da depressão Kristin pelo concelho de Coimbra causou prejuízos significativos na Quinta da Conraria, espaço essencial para a atividade da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC).
A força do vento, registada durante a madrugada, destruiu cinco estufas, comprometendo uma das principais fontes de subsistência da instituição.
Em declarações ao Notícias de Coimbra, o presidente da APCC afirmou que, apesar de todas as medidas preventivas, os danos foram inevitáveis. “Tínhamos conhecimento da chegada da tempestade e acautelámos os bens, mas fomos severamente surpreendidos com a violência do vento e com os estragos que estão à vista”, referiu.
A Quinta da Conraria assume uma importância central para a associação, não só enquanto fonte de rendimento, mas também como espaço de formação e inclusão.
“Esta quinta tem uma importância tripla: damos formação profissional aos nossos utentes, promovemos atividades socialmente úteis e ainda conseguimos gerar algum rendimento através da produção de hortícolas para autoconsumo e para venda”, explicou.
Segundo o responsável, cinco estufas ficaram totalmente inutilizadas. “Neste momento, apenas uma estufa, a mais pequena, sobreviveu. As restantes ficaram completamente destruídas, não só ao nível do plástico, mas sobretudo da estrutura”, afirmou, acrescentando que os ferros ficaram dobrados e o sistema de rega dificilmente será recuperado. “Vai ter de ser tudo arrancado e feito de novo.”
Os prejuízos são elevados e ultrapassam os 30 mil euros. “Cada estufa representa, no mínimo, um custo entre seis e sete mil euros. Estamos a falar de muitos milhares de euros, provavelmente até mais do que isso”, sublinhou o presidente.
A destruição das estufas obriga à suspensão de várias atividades desenvolvidas na Quinta da Conraria, incluindo programas pedagógicos com escolas, ações com lares da terceira idade e iniciativas de team building com empresas.
“Tudo isto fica parado. Perdemos receitas e capacidade de resposta num projeto que é fundamental para a inclusão, a formação e a empregabilidade de pessoas com deficiência”, lamentou.
Perante este cenário, a Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra apela à solidariedade da comunidade, das empresas e das entidades públicas para apoiar a reconstrução das estufas.
“Qualquer ajuda é fundamental para conseguirmos retomar esta atividade, que é tão importante para os nossos utentes e para a sustentabilidade da associação”, concluiu.