Coimbra

Explosão em Coimbra deixa 35 desalojados e cinco feridos

Notícias de Coimbra | 1 hora atrás em 27-01-2026

Trinta e cinco pessoas, de 20 famílias, ficaram hoje desalojadas após uma explosão num apartamento de um prédio de sete andares, em Coimbra, que ocasionou também cinco feridos, sendo um deles grave.

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A explosão ocorreu na manhã de hoje, num prédio na rua Augusto Marques Bom, no Vale das Flores, com cerca de 20 apartamentos, tendo deixado 35 desalojados, revelou o vereador da Proteção Civil Municipal, Ricardo Lino.

“A larga maioria vai ficar hospedada em casas de familiares, como era expectável, mas há necessidade de realojar três famílias”, compostas por cinco adultos e quatro crianças, “à custa da Câmara Municipal, numa unidade hoteleira”, adiantou o responsável, em declarações aos jornalistas no fim da tarde de hoje.

Os desalojados tiveram autorização para retirar do imóvel “os seus pertences mais essenciais”, num cenário em que está prevista “uma noite bastante difícil para Coimbra”, devido ao mau tempo.

De acordo com Ricardo Lino, posteriormente “os seguros também farão o seu trabalho e darão o seu apoio”, não havendo ainda uma data concreta para que os moradores possam retornar às suas casas.

A explosão ocorreu no primeiro andar do edifício, ocasionando cinco feridos, tendo o alerta sido dado às 10:25, quando muitos dos moradores já não estavam em casa.

No momento da conferência, cerca de 18:00, o vereador garantiu que estão “a terminar as operações de limpeza da via pública”, tendo já sido “feita a vistoria técnica ao local, à estrutura do prédio, com os serviços municipais e também com o apoio e auxílio do Itecons [Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade] de Coimbra”.

“A estrutura do edifício está estável”, garantiu.

“Não há qualquer tipo de problemas para a estrutura do edifício em si, mas vai-se seguir os trâmites normais”, que incluem a vistoria por parte dos seguros (que já foi realizada pela PSP e pela PJ) e a posterior recuperação do imóvel.

A rua, por volta das 18:00, continuava cortada, tendo Ricardo Lino indicado que apenas após a finalização da limpeza do local que será averiguada a possibilidade de reabrir a via.

Relativamente aos prédios contíguos ao da explosão, “aparentemente não há qualquer tipo de problema”, estando para terminar “uma vistoria técnica no que diz respeito ao gás”, que por segurança havia sido também cortado.

“Em princípio, estará tudo bem. As pessoas também poderão regressar às suas casas, mas vamos aguardar por essa inspeção que está a ser finalizada”, sublinhou.

Entre as cinco vítimas, há um homem de 38 anos, ferido com gravidade, que estava dentro do apartamento na hora da ocorrência e sofreu um “traumatismo abdominal”, tendo sido encaminhado para os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

Ao revelar que já tinha conversado com a mãe e o irmão da vítima, o vereador afirmou que o utente está nos cuidados continuados, referindo não ter mais informações.

Entre as vítimas, há ainda uma senhora de 75 anos, que sofreu queimaduras, e uma jovem com 27 anos, além de dois feridos que foram considerados ligeiros e assistidos no local.

Dois gatos e um cão foram também levados para o Canil Municipal, de acordo com Ricardo Lino.

A origem da explosão ainda não é conhecida, mas a suspeita é que tenha ligação com o gás, que foi preventivamente cortado pelas autoridades.

A explosão causou danos “consideráveis no apartamento em si” e “projetou alguns escombros”, além da própria onda de choque, que provocou danos no prédio, em dezenas de viaturas e em edifícios nas proximidades.

Quando o alerta foi dado, durante a manhã, foram mobilizados cerca de 40 operacionais e 14 viaturas, havendo um reforço de meios durante a tarde, como a equipa de limpeza da Câmara Municipal.