Coimbra

“Comboio de depressões” arrasa Coimbra

Notícias de Coimbra | 2 horas atrás em 27-01-2026

Imagem: Foto de arquivo

Depois das depressões Ingrid e Joseph, uma nova depressão de grande intensidade aproxima-se de Portugal continental.

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A depressão Kristin deverá atingir o território nacional na próxima madrugada, trazendo consigo chuva forte, trovoada, vento intenso, agitação marítima e queda de neve, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

Estão previstos períodos de chuva, por vezes forte, que poderá ser acompanhada de granizo e trovoada, bem como vento intenso, com rajadas que podem atingir os 120 km/h nas terras altas e 140 km/h no litoral a norte do Cabo Mondego, estendendo-se também a várias zonas do interior das regiões Norte e Centro.

A situação será igualmente marcada por forte agitação marítima na costa ocidental, com ondas até sete metros, podendo alcançar 14 metros de altura máxima, o que representa um risco elevado para a orla costeira.

Está ainda prevista queda de neve acima dos 1.600 metros de altitude, com descida da cota para os 800 metros, esperando-se acumulações entre 10 e 20 centímetros acima dos 1.000 metros, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), há previsão de caudais superiores ao habitual em vários rios, nomeadamente nas bacias do Minho, Lima, Cávado, Ave, Douro, Mondego, Vouga, Tejo, Guadiana, Sado e ribeiras do Algarve, existindo possibilidade de inundações urbanas e cheias, especialmente nos dias 27 e 28 de janeiro, podendo prolongar-se até ao dia 29 nas zonas onde a precipitação seja mais intensa.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alerta para possíveis inundações em zonas urbanas, deslizamentos de terras, piso rodoviário escorregadio, queda de árvores e estruturas, bem como acidentes na orla costeira, apelando à população para que adote comportamentos preventivos.

Entre as recomendações destacam-se a desobstrução dos sistemas de drenagem, a correta fixação de estruturas soltas, a evitação de circulação em zonas costeiras e ribeirinhas, a adoção de uma condução defensiva e a restrição de deslocações não essenciais, sobretudo em áreas afetadas pela neve.

As autoridades aconselham ainda a evitar atividades no mar, não atravessar zonas inundadas e acompanhar permanentemente as informações meteorológicas e as orientações da Proteção Civil e das forças de segurança.

A população é igualmente incentivada a seguir as recomendações da Direção-Geral da Saúde, especialmente no que diz respeito aos cuidados a ter com o frio.