Uma explosão num prédio na cidade de Coimbra, ocorrida por volta das 10:30 desta manhã, 27 de janeiro, deixou cinco pessoas feridas, mobilizando cerca de 40 operacionais entre bombeiros, PSP, INEM e Cruz Vermelha, segundo informou Ricardo Lino, vereador da Proteção Civil.
Dos feridos, dois receberam assistência no local, enquanto três precisaram ser transportados para o hospital. Entre estes, um homem de 38 anos sofreu ferimentos graves na região abdominal após ter ficado soterrado sob os escombros. “Está grave, mas a expectativa é que de facto seja algo passageiro”, afirmou.
A explosão afetou vários andares do prédio, especialmente o primeiro, mas os maiores danos foram verificados até ao 6º e 7º andar, principalmente nas janelas e caixarias. Alguns moradores ficaram feridos dentro das habitações, enquanto outros foram atingidos pelos destroços na rua.
O episódio provocou também estragos em prédios contíguos e a mobilização de serviços municipais para avaliar a segurança estrutural do edifício. “Aparentemente, a estrutura do prédio está sólida, mas a vistoria permitirá perceber até que ponto é que assim é”, disse Lino.
Quanto às causas da explosão, ainda não há confirmação, mas há suspeitas de que possa estar relacionada com uma fuga de gás. “Não sabemos qual é a causa da explosão, mas a vistoria irá dar-nos luz sobre essa situação”, explicou. O fornecimento de gás no prédio já foi cortado, minimizando o risco de novos incidentes.
O vereador também destacou o acompanhamento social e psicológico dos moradores: “Prevê-se a necessidade de realojamento de todos os andares do prédio. A Câmara e a Cruz Vermelha estão a apoiar as pessoas, inclusive do ponto de vista emocional.”
A operação envolveu 14 viaturas no total, com bombeiros municipais e voluntários, INEM, PSP e Cruz Vermelha, que entraram em todas as habitações do edifício para garantir que não havia mais vítimas. “Está salvaguardado que não há mais vítimas. Nos prédios de lado, também está feito acompanhamento”, concluiu Ricardo Lino.
O alerta para o incidente foi dado às 10:27, horário que, segundo o vereador, contribuiu para que os danos pessoais fossem minimizados, uma vez que muitas pessoas já haviam saído para o trabalho ou escola.