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Veterinário revela as vacinas, desparasitações e check-ups essenciais para os patudos
Imagem: depositphotos.com
Com o início de um novo ano, é o momento ideal para refletir sobre os cuidados que cães e gatos necessitam para se manterem saudáveis e felizes. Vacinação, desparasitação e consultas regulares são essenciais, mas muitas vezes é difícil para os tutores organizar todas estas tarefas ao longo do ano.
Planear de forma estruturada ajuda a garantir que todos os aspetos da saúde do animal são cumpridos no momento certo, evitando esquecimentos e prevenindo doenças graves. Pensar com antecedência nas vacinas, desparasitações e check-ups necessários permite que os tutores mantenham os seus animais protegidos, confortáveis e com bem-estar durante todo o ano.
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“A vacinação adequada, a desparasitação interna e externa e os check-ups regulares são a base de uma prevenção eficaz. Consultar o veterinário permite ajustar os cuidados à idade, exposição e estilo de vida de cada animal, promovendo bem-estar e longevidade”, explica António Dias, médico veterinário na Clinicanimal, clínicas veterinárias da Tiendanimal.
A vacinação é a forma mais eficaz de proteger cães e gatos contra doenças graves, prevenindo infeções que podem colocar em risco a sua vida.
Nos cães jovens, o plano inicia-se geralmente aos 45 dias com a primeira dose da vacina bivalente, que protege contra a esgana e parvovírus, doenças altamente contagiosas e potencialmente fatais. Aos dois meses e meio aplica-se a vacina pentavalente, que confere proteção contra esgana, Parvovírus, hepatite infeciosa, leptospirose e parainfluenza que será reforçada aproximadamente a cada 4 semanas até as 16 semanas, passado aproximadamente um mês deverá ser realizada a vacina antirrábica.
Nos cães adultos, a vacina antirrábica deve ser repetida anualmente ou de três em três anos, conforme legislação e laboratório que produz a vacina, enquanto a pentavalente é aplicada anualmente para garantir proteção contínua contra os principais agentes patogénicos. De forma opcional, podem ainda ser administradas vacinas adicionais, como tosse do canil, doença de Lyme, leishmaniose ou coronavírus, dependendo do risco, da exposição e do estilo de vida do animal.
Nos gatos jovens, a vacinação começa às oito semanas com a primeira dose da vacina trivalente contra a panleucopenia felina, uma doença grave e altamente contagiosa, e contra o complexo respiratório felino, causado pelo herpesvírus e pelo calicivírus, responsável pela chamada “gripe dos gatos”. Esta vacina deverá ser reforçada duas vezes com um intervalo de 3 a 4 semanas e depois de forma anual. A vacina contra a raiva não é obrigatória em gatos em Portugal, porem deverá ser feita se for esperado que o animal saia do país.
Além das vacinas essenciais, podem ser administradas vacinas adicionais, como leucemia felina, clamídia felina ou peritonite infeciosa felina (PIF), dependendo do risco e do estilo de vida do gato. Nos gatos adultos e seniores, os reforços continuam a ser necessários, ajustando-se a frequência à exposição e aos hábitos do animal, sendo mais próximos para aqueles que têm acesso ao exterior.
A desparasitação interna previne infeções por vermes intestinais, que podem causar diarreia, vómitos, anemia, atraso no crescimento e comprometer o sistema imunológico.
Nos cães jovens, a desparasitação deve iniciar-se nas primeiras semanas de vida e repetir-se a cada duas a três semanas até aos três meses, depois mensalmente até completar seis meses. Nos adultos, a frequência varia de acordo com o risco, sendo recomendada trimestral ou semestralmente, especialmente em animais com acesso ao exterior, contato com outros cães ou passeios em zonas públicas. Nos cães seniores, os produtos devem ser escolhidos tendo em conta a função renal e hepática, mantendo a proteção sem comprometer a saúde.
Nos gatos jovens, tal como nos cães, a desparasitação interna começa nas primeiras semanas, repetindo-se a cada me até às 12 semanas e depois mensalmente até aos seis meses. Nos adultos e seniores, a periodicidade deve ser trimestral, podendo ser adaptada ao risco de exposição, especialmente em gatos que circulam no exterior, entram em contacto com outros animais ou vivem em casas com múltiplos patudos.
O controlo de pulgas, carraças, mosquitos e outros parasitas externos é essencial durante todo o ano, uma vez que estes podem provocar irritações, alergias e transmitir doenças graves, incluindo leishmaniose em cães e toxoplasmose em gatos.
Nos cães e gatos jovens, a proteção deve iniciar-se por volta das oito semanas, com produtos adequados à idade e peso. Nos adultos, deve ser contínua, mesmo nos meses mais frios. Para os patudos seniores, a escolha do produto deve equilibrar eficácia e segurança, considerando fragilidade ou doenças crónicas.
As consultas regulares permitem avaliar o estado de saúde, detetar alterações precoces e atualizar o plano preventivo.
Nos cachorros e gatos bebés, as consultas devem ser frequentes nos primeiros meses para acompanhar crescimento, desenvolvimento, vacinação e desparasitação. Nos adultos, recomenda-se pelo menos uma consulta anual, incluindo exame físico completo e análises laboratoriais quando necessário. Nos seniores, os controlos devem ser mais frequentes (duas vezes ou mais por ano), permitindo monitorizar órgãos vitais, articulações e funções metabólicas, e detetar precocemente doenças crónicas.
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