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Festival da Canção vai ter público a assistir ao vivo às semifinais e à final

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 horas atrás em 22-01-2026

Imagem: RTP

As semifinais e a final do 60.º Festival da Canção, que acontecem em fevereiro e março, vão contar com a presença de público, que poderá inscrever-se para garantir um dos cerca de 500 lugares disponíveis, foi hoje anunciado.

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Este ano, as duas semifinais e a final do concurso, marcadas para 21 e 28 de fevereiro e 07 de março, respetivamente, vão decorrer nos estúdios da Valentim de Carvalho, em Paço de Arcos, no concelho de Oeiras, distrito de Lisboa, o que permitirá que haja “um palco maior” e “uma plateia com público”, anunciou o apresentador Vasco Palmeirim, um dos anfitriões do concurso da RTP, durante a apresentação da 60.ª edição, hoje em Lisboa.

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A plateia acolherá cerca de 500 pessoas e os interessados poderão demonstrar interesse em assistir ao Festival da Canção a partir de 01 de fevereiro. As informações sobre as inscrições serão partilhadas nas contas do concurso nas redes sociais.

As semifinais e a final são transmitidas em direto na RTP 1, RTP Internacional e RTP Play.

No 60.º Festival da Canção irão competir 16 canções: oito em cada semifinal.

Na primeira semifinal competem: “Onde quero estar” (tema composto e interpretado pelas Agridoce), “Dá-me a tua mão” (André Amaro), “Nos teus olhos” (Bateu Matou), “Jurei” (Dinis Mota), “Pertencer” (tema composto por Djodje e interpretado por Mário Marta), “Sprint” (EVAYA), “Chuva” (Marquise) e “Fumo” (Nunca Mates o Mandarim).

O alinhamento da segunda semifinal é composto por: “Rosa” (Bandidos do Cante), “Canção do querer” (Cristina Branco/João Ribeiro), “Copiloto” (Francisco Fontes), “Doce Ilusão” (Gonçalo Gomes), “Um filme ao contrário” (Inês Sousa), “O-pi-ni-ão” (Jacaréu/Jacaréu e Ana Margarida), “Não tem fim” (Rita Dias/Silvana Peres) e “Disposto a tudo” (Sandrino).

Em cada semifinal são escolhidos cinco temas, que estarão em competição na final.

O tema vencedor do Festival da Canção deverá representar Portugal no 70.º Festival Eurovisão da Canção, que irá acontecer na Áustria em maio.

No entanto tal poderá não acontecer, tendo em conta que a maioria dos participantes anunciou em dezembro a recusa em representar Portugal na Eurovisão, em protesto contra a participação de Israel no concurso.

“Com palavras e com canções, agimos dentro da possibilidade que nos é dada. Não compactuamos com a violação dos Direitos Humanos”, afirmaram vários artistas e bandas num comunicado conjunto enviado à Lusa em 10 de dezembro.

Cristina Branco, Djodje, Beatriz Bronze (EVAYA), Rita Dias, Francisco Fontes, Gonçalo Gomes, Pedro Fernandes (que trabalha com Gonçalo Gomes), Inês Sousa, Jorge Gonçalves (Jacaréu) e os músicos que integram os Bateu Matou, Marquise e Nunca Mates o Mandarim assinavam o comunicado.

Entretanto, em 16 de dezembro o músico Dinis Mota juntou-se ao grupo, referindo em comunicado que, caso seja selecionado para representar Portugal, “e caso a participação de Israel continue a ser uma realidade”, não irá participar no Festival Eurovisão da Canção.

De fora ficaram os Bandidos do Cante, as Agridoce, André Amaro e Sandrino.

Os Bandidos do Cante, numa publicação nas redes sociais, referiram que, “se um dia o público e o júri entenderem” que a canção que apresentarem “deve vencer”, irão “representar Portugal com responsabilidade, respeito e dignidade”.

Já as Agridoce, também numa publicação nas redes sociais, deixaram uma possível decisão sobre a Eurovisão para depois: “Neste momento estamos focadas apenas e só no Festival da Canção, na nossa canção e na nossa atuação. Tudo o que vá para além do nosso Festival será uma decisão tomada com ponderação, responsabilidade e respeito por todos. Pedimos compreensão para esta escolha. Acreditamos que a música deve continuar a ser um espaço de encontro, não de divisão — e é com esse espírito que seguimos”.

Este ano serão 35 os países a competir na Eurovisão, após algumas desistências, devido à participação de Israel no concurso, e regressos à competição.

Em competição na 70.ª edição estarão temas da Albânia, Arménia, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Geórgia, Alemanha, Grécia, Israel, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Moldávia, Montenegro, Roménia, Noruega, Polónia, Portugal, São Marino, Sérvia, Suécia, Suíça, Ucrânia e Reino Unido.

Em dezembro, após ter sido decidido, na assembleia geral da União Europeia de Radiodifusão (UER), que Israel poderia participar no concurso em 2026, caso assim entendesse, Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia anunciaram que não participariam na 70.ª edição.

Os boicotes devem-se aos ataques militares de Israel no território palestiniano da Faixa de Gaza, nos dois últimos anos, que mataram pelo menos 67 mil pessoas e foram classificados como genocídio por uma comissão internacional independente de investigação da Organização das Nações Unidas.

O Festival Eurovisão da Canção é organizado pela UER em cooperação com operadores públicos de televisão de mais de 35 países, entre os quais a RTP.

A 70.ª edição volta a ter duas semifinais, marcadas para 12 e 14 de maio, nas quais competem 15 canções em cada uma.

Na final, que acontece em 16 de maio, além dos 20 temas escolhidos em cada uma das semifinais (dez em cada uma) irão competir também as canções de quatro dos ‘Big 5’ (Reino Unido, França, Alemanha e Itália) e o país anfitrião (Áustria).

Fazem parte dos ‘Big 5’ as televisões públicas que contribuem com mais verbas para a União Europeia de Radiodifusão e, assim, para a organização do Festival Eurovisão da Canção. Espanha é o quinto país do grupo dos ‘Big 5’.

O Festival Eurovisão da Canção realiza-se anualmente desde 1956 e já houve países excluídos, caso da Bielorrússia, em 2021, após a reeleição do presidente Aleksandr Lukashenko, e da Rússia, em 2022, após a invasão da Ucrânia.

Israel foi o primeiro país não europeu a poder participar, em 1973, e ganhou quatro vezes.

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