Justiça

Sapador florestal de Seia denuncia abusos sexuais em serviço: Colegas e chefe na mira da PJ

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 3 horas atrás em 22-01-2026

Um sapador florestal da Câmara Municipal de Seia apresentou queixa na Polícia Judiciária da Guarda, denunciando alegados abusos sexuais e situações de bullying praticados por colegas e por um superior hierárquico ligado ao pelouro da Proteção Civil.

O caso está a ser investigado pelas autoridades.

A alegada vítima, um homem de 62 anos, trabalha há vários anos na autarquia e passou por diferentes serviços até integrar, em 2018, a equipa de sapadores florestais. Segundo o próprio, começou por ser alvo de comportamentos de intimidação e humilhação, que terão evoluído, a partir de 2022, para abusos sexuais reiterados, escreve o Correio da Manhã.

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Em declarações àquele jornal, o homem descreve um ambiente de medo constante, afirmando que os abusos terão ocorrido em contexto de trabalho, nomeadamente nos estaleiros municipais e em viaturas de serviço, envolvendo vários elementos da equipa, incluindo um superior hierárquico. Refere ainda que alguns dos episódios terão sido filmados.

De acordo com o relato, a situação agravava-se durante a época de incêndios, período em que permanecia grande parte do dia em contacto com os alegados agressores. A vítima afirma que viveu em permanente estado de pânico e terror, temendo as saídas para ocorrências.

O sapador florestal deixou de trabalhar em janeiro de 2025, após ter sofrido um AVC. Desde então encontra-se de baixa médica e admite que, durante este período, teve pensamentos suicidas. A decisão de denunciar os factos terá sido tomada após a divulgação pública de um caso de violação coletiva ocorrido no quartel dos bombeiros do Fundão.

O presidente da Câmara Municipal de Seia, Luciano Ribeiro, confirmou ao CM que foi instaurado um processo disciplinar interno e que o caso foi comunicado ao Ministério Público. A autarquia disponibilizou ainda apoio através dos serviços de ação social, estando a vítima a ser acompanhada em consultas de psiquiatria.

Segundo o autarca, quando regressar ao trabalho, o funcionário será colocado noutro serviço. Os alegados agressores continuam, para já, em funções na Câmara Municipal de Seia.

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