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Marionet propõe criação sobre relação ecossistemas ribeirinhos e saúde humana

Notícias de Coimbra com Lusa | 1 hora atrás em 21-01-2026

 A Marionet, sediada em Coimbra, estreia, em 2026, três criações, sendo uma delas, criada de raiz, sobre a relação das pessoas com a saúde das ribeiras urbanas, e que terá apresentação ao ar livre.

Intitulada “Peça para rios”, esta criação parte da investigação e dos resultados do projeto “OneAqualHealth – Protecting urban aquatic ecosystems to promote One Health”, liderado pelo Centro de Ciências do Mar e Ambiente (MARE), do qual a companhia é parceira.

“O objetivo deste projeto europeu é relacionar a saúde dos ecossistemas ribeirinhos, em particular dos rios urbanos, com a saúde humana. A partir daí vamos construir este espetáculo”, afirmou hoje o diretor artístico da Marionet, Mário Montenegro, em conferência de imprensa, em Coimbra.

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A estreia está agendada para 16 de maio, na ribeira das Madrigueira, no Vale das Flores, em Coimbra, com apresentações durante três fins de semana.

A peça assentará também no testemunho de pessoas que habitam perto de ribeiras urbanas, “para tentar perceber de que forma são importantes para a vida dessas pessoas, o impacto que têm tido e a sua transformação”, sublinhou Mário Montenegro.

“É um projeto com um pendor comunitário”, acrescentou.

A companhia propõe para este ano mais duas criações a partir de textos dramáticos preexistentes, sempre no cruzamento entre teatro e ciência.

De 19 a 22 de março, apresentará “O Catastrofista” no Teatro da Cerca de São Bernardo, a partir de um texto da dramaturga norte-americana Lauren Gunderson, sobre as ameaças epidémicas globais e os fenómenos globais, como a covid-19.

“É um tema premente, porque existe ainda hoje, e sempre, a ameaça de algo do género voltar a acontecer. Tematicamente é um tema bastante atual”, frisou o diretor artístico.

Nos dias 25 a 27 de novembro, é apresentada a peça “Mundos Possíveis”, do canadiano John Mighton, em coprodução com o Teatro Académico Gil Vicente, e cujo enredo se inicia com a descoberta de um cadáver sem o cérebro, por um duo de polícias.

“É uma espécie de um policial em torno de questões relacionadas com a neurologia”, explicou.

No âmbito do projeto Marionet Digital, que alarga a atividade da companhia aos meios digitais, serão lançados dois vídeos curtos: um sobre o tema da sustentabilidade ecologia e a biodiversidade de rios, a 24 de julho, e o outro sobre envelhecimento, a 06 de novembro.

Serão realizadas durante o ano seis sessões de “Ler Teatro com Ciência”, um projeto que resulta da tradução colaborativa de peças, em língua estrangeira, do Centro de Documentação em Artes Performativas, criado na companhia.

A 21 de janeiro, será lida a obra “Insignificance”, de Terry Johnson, seguindo-se “Children”, de Lucy Kirkwood (25 de março), “Love, lies and taxidermy”, de Alan Harris (20 de maio), “Yellow fin”, de Marek Horn (22 de julho), “The effect”, de Lucy Preble (23 de setembro), e “Monster”, de Neal Bell, em 18 de novembro.

Para este ano, estão agendadas três oficinas de formação e criação para crianças, que decorrerão nas férias da Páscoa e durante os meses de junho e julho, com uma semana de duração.

No domínio da mediação, a companhia estará em residência no Teatro Stephens, na Marinha Grande, com um conjunto de atividades dirigidas ao público escolar do concelho.

Em abril e em outubro, serão lançados, em parceria com a editora Húmus, dois textos dramáticos originais de espetáculos criados pela companhia: “Atrás da Felicidade” e “Vozes sem contas”.

Será também lançado um livro e um documentário, realizado por Tiago Cerveira, sobre a história da companhia Marionet, que assinalou 25 anos em outubro último.

A companhia publicará ainda o livro “Theatre about Science, performing and communicating”, com os parceiros do colóquio internacional “Theatre about science”, que se realiza em Coimbra a cada dois anos.

“Tem cerca de 30 artigos de pessoas de todo o mundo, investigadores, artistas, comunicadores de ciência, que se dedicam, como nós, a cruzar teatro com ciência”, rematou.

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