A narcolepsia é uma doença neurológica que afeta o controlo do sono e da vigília, causando uma sonolência excessiva durante o dia e episódios incontroláveis de adormecimento.
Embora não seja considerada fatal, a condição tem um impacto significativo na qualidade de vida e aumenta o risco de acidentes.
A doença costuma surgir na adolescência ou na juventude, mantendo-se ao longo da vida, e é mais frequente na Europa, com uma incidência de três a cinco casos por 10 mil habitantes.
PUBLICIDADE
Os pacientes com narcolepsia podem adormecer a qualquer hora e em qualquer situação, sendo mais comuns os episódios durante atividades monótonas, como reuniões ou condução prolongada. Além disso, segundo a CUF, podem ocorrer:
- Cataplexia: paralisia momentânea das extremidades em resposta a emoções intensas;
- Paralisia do sono: sensação de incapacidade de se mover ao acordar, frequentemente acompanhada de alucinações visuais ou auditivas;
- Episódios de sono curtos, com duração inferior a uma hora, intercalados por períodos de vigília.
A maioria dos doentes apresenta apenas alguns destes sintomas, enquanto cerca de 10% manifestam todos simultaneamente.
A principal causa da narcolepsia é a falta do neurotransmissor orexina (ou hipocretina) no hipotálamo, responsável pelo controlo da vigília. A doença pode ter predisposição genética e, em alguns casos, está associada a traumatismos cranianos, esclerose múltipla, Parkinson ou sarcoidose.
O diagnóstico baseia-se nos sintomas e registos do sono, podendo incluir eletroencefalograma e monitorização do sono. Exames de sangue e análises estruturais do cérebro raramente são úteis.
Embora não haja cura, mudanças no estilo de vida ajudam a controlar os sintomas, incluindo:
- Manter horários regulares de sono;
- Criar um ambiente de descanso confortável e escuro;
- Evitar álcool, cafeína e refeições pesadas antes de dormir;
- Praticar exercício físico e pequenas sestas durante o dia.
Em casos mais graves, podem ser prescritos estimulantes para controlar a sonolência ou antidepressivos, como a imipramina, para reduzir a cataplexia.
A narcolepsia não pode ser prevenida, mas o tratamento adequado e a gestão de gatilhos podem reduzir o número de crises e melhorar a segurança no dia a dia. A conscientização junto de familiares, professores e colegas é fundamental para apoiar os doentes e reduzir o stress associado à condição.
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE