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Acidente em Espanha: Felipe VI elogia “esforço coletivo” que minimizou número de vítimas

Notícias de Coimbra com Lusa | 2 horas atrás em 20-01-2026

Imagem: DR

 O Rei de Espanha, Felipe VI, agradeceu hoje “o esforço coletivo” que “minimizou o número de vítimas mortais” no acidente ferroviário de domingo no sul do país.

Felipe VI, o chefe de Estado de Espanha, e a mulher, Letizia, foram hoje à província de Córdova e começaram a visita na localidade de Adamuz, local do acidente de domingo, que envolveu dois comboios de alta velocidade e em que morreram pelo menos 41 pessoas e perto de 150 ficaram feridas, segundo um balanço oficial.

Os monarcas estiveram junto aos comboios envolvidos no acidente, no apeadeiro de Adamuz, e aí conheceram e saudaram forças policiais, equipas de salvamento, serviços de emergência e saúde e também habitantes de Adamuz que ajudaram no domingo à noite a retirar feridos das vias e das carruagens.

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Uma dessas pessoas foi Julio Rodríguez, de 16 anos, que contou aos jornalistas no local que voltava de uma tarde de pesca com um amigo quando viu passar ambulâncias e carros de polícia pelo caminho que leva ao apeadeiro de Adamuz. Os dois amigos decidiram ir ver o que se passava e depararam-se com os dois comboios acidentados.

“Tentámos retirar as pessoas que podiam mais ou menos mover-se. Tentámos retirá-las como pudemos até que chegaram todos os corpos de polícia, bombeiros”, afirmou, garantindo que ajudaram “bastante pessoas” e que também contactaram com familiares a pedido de alguns dos passageiros, “para não ficarem ainda mais nervosos”.

Hoje a Rainha Letizia disse-lhe que o que fez “foi bastante bonito”, sobretudo atendendo à sua “curta idade”, contou.

Depois de Adamuz e do local do acidente, em que quiseram reconhecer o trabalho dos diversos profissionais na noite do acidente e a solidariedade e mobilização dos habitantes da localidade, Felipe VI e Letizia foram à cidade de Córdova, a meia hora de distância, e passaram pelo centro de acolhimento e informação de familiares de vítimas, numa visita totalmente privada.

Estão neste local, gerido pela Cruz Vermelha espanhola, familiares de vítimas, que procuram notícias de pessoas que viajavam nos comboios e não conseguem localizar.

O Governo espanhol revelou hoje que há denúncia de 43 desaparecidos por parte de familiares de passageiros, mas só 41 cadáveres encontrados até agora, num momento em que ainda não foram totalmente removidas do local todas as carruagens.

Por outro lado, quatro corpos localizados dentro de carruagens dos comboios não puderam ainda ser retirados do local, segundo o Governo, que explicou que também continuam por identificar cientificamente vários dos 37 cadáveres levados para o Instituto de Medicina Legal de Córdova.

Até agora, sabe-se que pelo menos 17 dos mortos eram da região de Huelva, destino de um dos comboios. Entre este grupo estão quatro membros de uma família de cinco pessoas, sendo que a única que sobreviveu é uma criança de seis anos.

Os reis seguiram depois para o Hospital Rainha Sofía, em Córdova, onde estão internados a maioria dos feridos.

Segundo dados oficiais, foram atendidas em hospitais 122 pessoas feridas no acidente de domingo e 39 continuam internadas, 13 delas em cuidados intensivos.

Em declarações aos jornalistas no hospital, a Rainha Letízia disse ser importante “não retirar o olhar de uma catástrofe”.

Já Felipe VI agradeceu e reconheceu “o esforço coletivo” de todas as entidades, serviços e população na resposta imediata ao acidente.

“As famílias estão muito afetadas e agradecidas pela forma como foram atendidas. Um país tem muitas maneiras de manifestar a sua força e uma delas é a forma como se respondem às emergências e se coordenam os serviços e que as pessoas se sintam amparadas e protegidas. (…) Poderia ter sido muitíssimo pior e a atenção rápida minimizou o número de vítimas mortais”, afirmou o Rei de Espanha.

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